
A disputa eleitoral no Ceará nesta eleição está repetindo cenários parecidos com eleições passadas, com suas características próprias das suas épocas.
1986: O jovem empresário Tasso Jereissati disputou o governo contra o atual vice-governador e saiu das urnas vencedor, colocando fim ao domínio de poderosos que governaram o estado no período do regime militar.
2006: O governador era Lúcia Alcântara e tentava a reeleição, tinha o apoio de praticamente de todos os prefeitos do interior. Cid Gomes, que tinha acabado de deixar a prefeitura de Sobral, venceu aquela eleição já no primeiro turno. Foi o fim da era PSDB que começou com Tasso quando nem existia o partido que ele ajudou a fundar e o início de um novo domínio que foi a parceria dos Ferreira Gomes com o PT.
2026: são 5 mandatos, sendo 3 consecutivos do PT, o atual com Elmano de Freitas e apesar de ter boa aprovação popular nas pesquisas, a sensação nas ruas contrasta. Não é do nada que Ciro Gomes lidera as pesquisas, só no último Datafolha tinha 19 pontos de vantagem para Elmano.
A política cearense vive de ciclos. Na verdade, a política em geral vive de ciclos. A deste estado tem a peculiaridade de as peças se moverem, políticos de um grupo romperem, formarem outro grupo e derrotar o dominante. É o que acontece nesta eleição. O atual governador pode ter todos os prefeitos do interior e o da capital Fortaleza, mas falta combinar com os russos… No caso os munícipes, os eleitores, a população que enxerga um governador fraco e manipulado.
