Dois pesos, duas medidas

O mundo gira cada vez mais rápido. Muitos alertavam (inclusive este escriba) que quem comemorava os abusos do ministro Alexandre de Moraes contra a direita um dia poderia se inverter. Não deu outra. Agora estão puxando as cuecas e calcinhas reclamando que o ministro André Mendonça passa por cima de uma prerrogativa do executivo (indicar o diretor-geral da PF).

O novo ato da guerra Moraes x Mendonça é o afastamento do Andrei Rodrigues. As acusações contra ele são graves, mas não sei se Mendonça extrapolou – acho que não e pegou leve só pelo afastamento, caberia uma preventiva.

Mas o que pega são os precedentes abertos não só pelo Moraes. Vem de antes dele com os afastamentos do Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Aécio Neves. E Gilmar Mendes impedindo Lula virar ministro de Dilma. Moraes chegou a afastar de ofício do cargo o governador reeleito Ibaneis Rocha após os atos no 8 de janeiro de 2023. No bloqueio da rede social X, escrevi “A esquerda que apoia as irregularidades de Moraes por emparedar a direita vai pagar nas urnas.” Pagou em 2024 e pode pagar agora em 2026.

Moraes também impediu Jair Bolsonaro de indicar Alexandre Ramagem para diretor-geral da PF acusando uma proximidade dele com a família do então presidente. A esquerda que ontem comemorava um indicado do presidente barrado, hoje se revolta.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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