
Um fato novo pode sacudir a disputa presidencial. A defesa de Jair Bolsonaro pede a soltura dele até que a segunda turma do STF julgue a revisão criminal que o ministro Nunes Marques é o relator.
Faz todo sentido. Não há prejuízo ao Estado em caso de deferimento porque se a revisão criminal não foi aceita é só restituir a prisão do ex-presidente. Se a revisão criminal prosperá, o tempo que ele está preso não volta.
O julgamento da trama golpista foi cheio de irregularidades e atropelo de ritos. Vou ficar só numa: um presidente é julgado pelo plenário do STF em caso de denúncia criminal. Bolsonaro foi julgado por uma fração do tribunal, a primeira turma. Isso sem contar que ele já era um ex-presidente e o processo deveria ter ido para primeira instância.
Tudo para dizer que o pedido da defesa é justo, mas não vivemos mais no império das leis. O que reina são os interesses – alguns inconfessáveis.