
De derrotado no primeiro turno a reeleito para quarto mandato no segundo. Chamar essa virada de “matematicamente impossível” é burrice. Não existe matematicamente impossível. Existe probabilidade mínima ou improvável, mas não impossível.
Vou deixar meus dois centavos como entendo a derrota do Flavio Bolsonaro. Sem teoria amalucada de fraude nas urnas eletrônicas.
Flavio: agiu como presidente eleito montando o governo, abandonando a pauta STF que o levou a ficar a frente do Lula tentando algum acordo.
Daniella Marques: gosto dela e seria um excelente quadro no governo, mas falou demais o que não poderia na campanha.
Pablo Marçal: tentou ajudar seja por interesse em ser ministro ou por convicção. O problema é que ele é um elefante em uma sala de cristais. Dizer que não precisava dos eleitores do Renan Santos os chamando de nazistas foi só um dos graves erros.
A mobilização nas ruas e nas redes que começou espontânea e a campanha petista soube expandir; a campanha do medo – cortes de programas, aposentadorias, salário mínimo, emprego de servidores públicos; o caso da menina Ana Clara aranhou a campanha do Flavio, mesmo quem tentasse justificar que não pode criminalizar a advocacia, o simbolismo era muito forte; André Janones foi importante com o seu canal “Exército do Lula” para massificar notícias que ficavam na linha tênue entre verdadeiro e falso sobre Flavio e a família Bolsonaro; o pacotão e promessas eleitorais de Lula.