Mais uma tragédia envolvendo barragens de minério no Brasil e, novamente, em Minas Gerais; de novo a Vale é a empresa responsável pela barragem que não suportou e jorrou um mar de lama por cima de pessoas, rios, animais, casas, carros provocando um dano material e ambiental incalculável. Tudo isso apenas 3 anos e poucos meses depois da catástrofe ocorrida em Mariana/MG, que destruiu o distrito de Bento Rodrigues deixando 19 mortos e a lama cobrindo o Rio Doce.
O ocorrido agora em Brumadinho/MG tem que ser tratado como crime de homicídio doloso por omissão e os responsáveis punidos exemplarmente, diferente do que ocorreu com a tragédia de Mariana em que não foi punido ninguém até hoje. Como bem observou a deputada estadual eleita Dra. Janaina Paschoal (PSL/SP), no seu perfil no Twitter:
Depois da tragédia em Mariana, todos os responsáveis pela manutenção das barragens haveriam de cuidar para que não ocorressem novos rompimentos. A Imprensa está tratando a tragédia de hoje como crime ambiental. É muito mais! A legislação já prevê homicídio doloso por omissão! O foco, claro, deve ser salvar as vidas, tratar os feridos! Mas, passado esse primeiro momento, é caso de iniciar as prisões. Só assim evitaremos novas catástrofes! Entendam! Não é Tsunami, não é Terremoto, não é Maremoto. Não é desastre natural! É desdém humano! Só a prisão resolve!
Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil)
Não é desastre natural, o que ocorre aqui é irresponsabilidade incentivada pela impunidade, com anuência de agentes públicos cúmplices das gigantes empresas do ramo da mineração.
Cuidar do meio-ambiente é uma obrigação até pela própria sobrevivência do planeta e da vida que nele habita. O problema são os ambientalistas (os radicais conhecidos como “ecochatos”) que tentam impor goela abaixo políticas ambientais algumas impraticáveis. Fora os oportunistas de plantão feitos urubus sobrevoando a carniça pronto para o bote. Nessas horas surgem com discursos prontos e alguns usando a tragédia para uso de palanque político.
Os “urubus” culpam por essas tragédias ambientais a privatização da Vale, como se o poder público fosse um exemplo de eficiência administrativa em serviços públicos básicos e ainda querem que o Estado administre empresas. Se o governo não tem competência de nem fiscalizar tais empresas imagina administrar elas e a própria Vale foi privatizada pero no mucho. O governo federal continua tendo muito controle da companhia, inclusive Aécio Neves foi pego negociando com Joesley Batista cargo na Vale em troca de propina.
A hora não é de caçar as bruxas nem de procurar os bodes expiatórios. É de lamento, de luto pelas prováveis vítimas fatais (200 desaparecidos, segundo autoridades), juntar os cacos e planejar ações para minorar os danos e, posteriormente, buscar os responsáveis para que a Justiça faça sua parte.