
Chegamos na encruzilhada para que caminho o Brasil vai seguir: uma democracia ou um regime de exceção comandado por poucos da cúpula do judiciário. Os “defensores da democracia” se mostraram na realidade “coveiros da democracia”.
Cada vez mais encurralados e sabendo que o resultado que sair da urnas pode ser o fim de muitos intocáveis e podendo responder por seus eventuais crimes, estão se preparando para uma virada de mesa, um golpe de Estado. Quem se gabava de ter evitado um golpe de Estado, se arma para perpetrar um golpe.
Gilmar Mendes é o capitão do golpe e já lançou seu manifesto público. Sem constrangimento, acusou a atual direção do TSE de agir politicamente (justo o ministro de relações promíscuas com políticos e empresários) e avisou que o STF vai supervisionar (já faz) a corte eleitoral, o que não existe no ordenamento jurídico do país. A decisão do ministro Floriano Marques suspendendo a campanha do candidato ao senado Deltan Dallagnol é um assombro. Floriano é amigo de Alexandre de Moraes e o deve por ser ministro eleitoral.
Quem é democrata de verdade não pode ficar calado no momento crucial para a democracia brasileira. É urgente todas as instituições nacionais da sociedade civil e de Estado levantarem a voz, agir para preservação da soberania do voto.

Com a operação da Polícia Federal desta terça-feira, fica claro que os golpistas que tentaram saquear a democracia brasileira após as eleições de 2022 não estevam blefando. Articularam até um plano para matar os então presidente e vice-presidente eleitos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.
Segundo Bela Megale em O Globo, Mauro Cid revelou em delação premiada que o ex-presidente Jair Bolsonaro fez reunião com a cúpula militar para avaliar um golpe no país. Cid teria revelado que o comandante da Marinha afirmou que a tropa estaria pronta para agir.