Padilha, a pior invenção de Lula

padilha

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), será reeleito no primeiro turno. É o que indica a mais nova pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (23).

Muito se fala principalmente nas redes sociais do problema hídrico que atinge São Paulo e que estaria próximo de um colapso de falta de água. Além de outros problemas como o serviço de metrô e trens que deixam a desejar para o público. Além do escândalo do cartel envolvendo os governos tucanos que governa São Paulo há 20 anos. Críticas ao modelo muitas vezes repressivo da polícia militar paulista.

Mas tudo isso não está afetando o governo Alckmin e o povo paulista está disposto a confiar mais quatro anos ao governador.

A avaliação do governo Alckmin, segundo o Ibope, 45% disseram que a administração dele é “ótima ou boa”. Outros 32% afirmaram que ela é regular. Os que dizem que é “ruim ou péssima” somam 14%. Alckmin tem 49%, Skaf, 17%, e Padilha, 8%. A taxa de rejeição do governador é de apenas 16%.

Na outra ponta, o PT amarga um dos piores talvez o pior resultado do partido em São Paulo. O Candidato Alexandre Padilha não agradou o exigente povo paulista. Fazendo um cálculo de intenção de voto e rejeição de Padilha chega-se ao incrível -15 de saldo (8% de intenções de voto menos 23% de rejeição).

Tirando o programa Mais Médicos e todas as suas polêmicas, qual foi o legado de Alexandre Padilha no Ministério da Saúde?

Quando o presidente Lula escolheu a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata a sua sucessão em 2010, ela tinha a fama de gestora, “mãe do PAC”. Fernando Haddad fazia um bom trabalho no MEC (apesar de alguns problemas no ENEM) antes de ser lançado por Lula candidato a prefeito de São Paulo em 2012.

Padilha foi a pior invenção de Lula e custou muito caro. Lula e o PT Perderam uma chance de ouro (e, muito provavelmente, não vai ter outra) de derrotar o PSDB em seu ninho e ganhar São Paulo.

Lula erra ao comparar campanhas de Haddad e Padilha

lula-padilha

Lula erra comparando a candidatura de Alexandre Padilha para o governo de São Paulo com a candidatura de Fernando Haddad (PT) para prefeitura da capital paulista em 2012. É verdade que Haddad chegou a ter apenas 3% nas pesquisas, mas isso foi em MARÇO daquele ano.

Alexandre Padilha (PT) tem míseros 4% de intenções de voto para governador de São Paulo, segundo a pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira. Só um milagre salvaria essa candidatura.

Um dos motivos para eu achar que a candidatura Padilha não tem jeito é que o fato de o PT sempre ter um mínimo de 30% em São Paulo, só que para chegar lá tem que largar na campanha com pelo menos 10 ou 15%. Menos de 5% complica. Apenas 4% em JULHO é muito pouco. E ainda temos Maluf pulando fora da chapa petista e desembarcando na chapa do PMDB de Paulo Skarf, o que prejudica Padilha no tempo de TV.

Além de Padilha não ser o Haddad, Geraldo Alckmin (PSDB) não tem a rejeição de José Serra (PSDB) e Skarf não é o Celso Russomanno. Mesmo com a crise de água provocada pelo pior período de seca em décadas em São Paulo, o governador Alckmin lidera a corrida ao Palácio Bandeirantes com 54% das intenções de voto.

Quem deve abrir um sorriso maroto vendo os 4% do Padilha é Marta Suplicy, preterida duas vezes por Lula. Em 2012 deu certo. Desta vez, parece que o plano de Lula de colocar um nome novo na disputa, uma renovação política, não vai dar certo.

O quadro para o PT é complicado em São Paulo. Justamente o maior colégio eleitoral do país, que pode decidir essa que é a eleição presidencial mais imprevisível desde 1989.