Parabéns, Márcio França! Obrigado, Kátia!

A PM Kátia Sastre cumpriu o seu dever de proteger a sociedade usando treinamento que recebeu do Estado

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), foi criticado pelo jornal Folha de S.Paulo por ter homenageado a PM de Suzano/SP, Kátia da Silva Sastre, que matou um bandido que assaltaria uma escola com mães e crianças, inclusive a própria PM estava de folga com a filha no local em uma festa pelo dia das mães. A Folha usou até uma recomendação da PM/SP para recriminar o governador, mas o alvo do jornal era claro: o ato heroico da policial que evitou uma tragédia de grandes proporções.

É claro que houve excesso nas redes sociais de gente comemorando a morte do infeliz que pegou uma arma para assaltar mães indefesas com crianças. Mas a maioria aplaudiu foi o ato da mãe PM. Foi um gesto automático e tecnicamente perfeito. Ela simplesmente poderia não ter feito nada, não tinha obrigação por estar de folga, evitando que a turminha dos direitos humanos (para bandido) começassem a ladainha de sempre ou algum procurador de viés de esquerda fazer uma denúncia ridícula alegando “excesso de legítima defesa” igual com o cunhado de Ana Hickmann.

A PM Kátia Sastre cumpriu o seu dever de proteger a sociedade usando treinamento que recebeu do Estado. O resto é choro de gente que não gosta da polícia, chama a corporação de “fascista”, mas a primeira coisa que faz quando se encontra em perigo é ligar para o 190. Que trata bandido como “vítima da sociedade”, que comete crimes por falta de oportunidades, ofendendo quem é pobre, trabalhador e honesto. Os “nossa, não precisava atirar para matar”, primeiro que não atirou para matar, o bandido morreu no hospital e não lembram da PM catarinense Caroline Pletsch, morta enquanto passava férias no Rio Grande do Norte apenas por ser policial. Certeza que o meliante descobrisse que PM era policial, ele não pensaria duas vezes para airar para matar.

O governador quis tirar uma casquinha da popularidade que o caso tomou, é verdade. Mas esse oportunismo do bem é super válido. Oxalá que os governantes passem a homenagear quem protege a sociedade e não dê ouvidos para jornalista militante de jornal decadente.

Desabafo

Roberto Mamede Studart Soares, o Betinho, diretor de Esportes Amadores e Olímpicos do Fortaleza Esporte Clube é mais uma vítima da carnificina na guerra urbana que vive o Brasil e em especial o nordeste brasileiro e o Estado do Ceará.

Após sair de uma agência bancária, Betinho foi abordado pelo um bandido na modalidade conhecida como “saidinha”, quando a pessoa saca dinheiro de um banco e assaltantes ficam de tocaia prontos para ação. Não satisfeito em roubar e levar o dinheiro da vítima, o marginal levou a vida do diretor do Fortaleza EC. Apenas porque tentou reagir ao assalto indignado em entregar de graça o que conseguiu com seu trabalho.

Agora me diga para quem a turma dos direitos humanos vai mandar cartinha e se indignar no caso? É claro que é para a família do bandido que matou o diretor, além de culpar a vítima por ter reagido contra uma pobre vítima da sociedade lutando para sobreviver em um modelo de injustiça e desigualdade social. Governantes irão se solidarizar com o morto e sua família cinicamente. Políticos irão tentar capitalizar eleitoralmente com o cadáver.

Ocasiões como agora é que eu entendo aqueles que não se enquadram no estereótipo que tentam associar e mesmo assim declaram voto em Jair Bolsonaro, pela angústia, o sentimento de impotência, de raiva desse sistema podre, hipócrita, inoperante e dessa turma que distorce o conceito de direitos humanos. É uma válvula de escape para não enlouquecer e um grito para ver se a turma do poder põe os pés na realidade.

Amizades verdadeiras x divergências ideológicas

Vale a pena sermos tão prejudicados por esses políticos manipuladores e ainda prometermos fidelidade eterna a eles?

Vou contar para você como estão as amizades verdadeiras, de muitos anos, hoje em dia!
Você sempre foi amiga dela.
Ela, burguesa, funcionária pública, que ama roupas de marca, adora viajar, mas se declara como comunista.
Você, burguesa também, que trabalha duro, filha de fazendeiros, e se declara capitalista, que prega a meritocracia.
A amizade sempre deu certo, por anos e anos, porque mesmo com divergências ideológicas políticas, religiosas e sexológicas, o mais importante era que ambas davam um jeito de nos entender.
Uma discordava, a outra perguntava, a outra respondia, e ambas sabiam mudar de assunto, sem rancor, “de boa”… porque havia o respeito e não existia a necessidade de mudar o pensamento da outra.
Não havia grosserias nas palavras.
Não havia o gelo.
Havia argumentação.
E só.
E tinha hora para encerrar o assunto.
A conversa tinha um começo, um meio, um fim, e a vida seguia com boas risadas, dancinhas, um brinde e pronto!
Facilmente mudávamos o assunto.
A vida seguia.
Hoje não é assim!
Que pena!
Por causa deles, os políticos doutrinadores e manipuladores, perdemos boas amizades!
Por causa deles, os políticos corruptos, deixamos de conversar para começar a ameaçar quem pensa diferente; deixamos de levar na brincadeira para agredir nossos opositores; deixamos de conciliar as diferenças para nos isolarmos.
Hoje em dia, é cada um no seu mundinho.
E, só pode fazer parte do meu mundo quem pensa exatamente igual!
Que pena!
Quanta perda!
Perdemos experiências, perdemos a paciência, perdemos a oportunidade de nos melhorarmos como pessoas civilizadas.
A gente esquece que esses políticos utilizam a grande massa de manobra quando interessam e acabam com boas amizades.
As amizades desses mesmos políticos permanecem sempre, a todo custo.
Os interesses particulares deles também.
Alguns desses grandes manipuladores estão presos (ou a caminho da prisão) e eles não têm nenhum comprometimento com aquela massa de manobra de que tomaram posse.
Esses políticos se apossaram da esperança dessa coletividade.
Tomaram posse da garra dessas pessoas.
E, muito pior, tomaram posse do amor pela pátria para impor o amor pelo partido político!
Que triste!
Esses mesmos políticos vão presos, pagam bons e caros advogados e seguem a vida.
Enquanto isso, a nossa vida também segue… sem nossos melhores amigos de antes, sem conversas produtivas e com uma disputa interminável de quem está certo.
Até quando?
Vale a pena sermos tão prejudicados por esses políticos manipuladores e ainda prometermos fidelidade eterna a eles?
É vida que segue… sem aquela sua melhor amiga, sem boas conversas, sem aquelas boas risadas…
A vida segue sim.
Mais solitária do que antes.

Natália Batista Dias, mineira, advogada, escritora, mãe, mulher batalhadora que adora desafios do dia-a-dia

“Fake News” no Domingão do Faustão

Inacreditável! A cantora Simone participou do quadro “ding-dong”, do Domingão do Faustão, com Ivan Lins. Claro que o Fausto Silva politizou a participação da dupla com seus comentários clichês surrados e bordões que não se usam nem em grêmio estudantil.

Mas o que chamou atenção foi a cantora Simone propagando corrente falsa de Whatsapp, em rede nacional, na principal emissora do Brasil e horário nobre de domingo. É uma aberração e desserviço gritante. Não basta Fausto Silva usar o seu programa para promover a candidatura natimorta de Luciano Huck, de fazer comentários de “comentarista de portal” na TV e bostejar estultices, agora abre espaço para uma cantora conhecidíssima falar uma besteira gigante sem ser corrigida.

A falsa informação que Simone tirou do submundo da internet para TV aberta foi que a maioria de votos nulos anula uma eleição e barra os candidatos que participaram dela.

FALSO!

O que leva muita gente ao erro é o capítulo 6 art. 224 do código eleitoral.

Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.

Só que essa nulidade NÃO se refere aos votos nulos e brancos, que são descartados na totalização dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral, mas em caso de a eleição for anulada por vícios no processo eleitoral ou na votação (compra de votos, fraude na urna, na fiscalização, por exemplo).

A Rede Globo e o Fausto Silva devem uma retratação pública.

A foto e a narrativa

Uma imagem na capa do jornal Folha de São Paulo da última quarta-feira comoveu a internet. Crianças tiveram mochilas revistadas por soldados do Exército. É comum traficantes usarem crianças para várias funções no tráfico, inclusive usar bolsas de estudantes para transportar drogas. Por que não? Quem suspeitaria?

Não aconteceu nada com as crianças. A imagem de uma garotinha negra com cara de espanto olhando para um soldado choca no primeiro momento. Quem garante, porém, que o olhar dela é de medo? Pode ser até de admiração e, mais provável, de curiosidade.

Mas a imagem viralizou na velocidade de uma bala e oportunistas contrários a usar Forças Armadas no papel de polícia e contra a intervenção federal na segurança do Rio logo ficaram revoltados com tal procedimento. Mais engraçado é a revolta por vistoria nas mochilas de crianças e nada de se revoltar contra traficantes que usam crianças para vários serviços do tráfico, inclusive transportar drogas na mochila de estudantes.

Para essa turma de revoltadinhos traficante é “vítima” de uma política que fracassou – guerra às drogas – e o melhor é liberar ou descriminalizar a maconha, até drogas pesadas. Para essa turma se combate o crime organizado com vídeo de imagens bonitas ao som de Imagine, flores, texto e hashtag em rede social.

No fundo, artistas como Gregorio Duvivier e os playboy da zona sul estão com medo da intervenção sufocar o comércio de drogas e do preço da maconha subir ou ficar escasso. Quem compra drogas financia o tráfico e suja as mãos de sangue das vítimas de bala perdida, dentre elas crianças, centenas de polícias mortos só em 2017.

Os “descolados” estão pouco se importando com o Rio, se a cidade, o estado e o país vivem uma guerra civil não declarada. A turma só quer “fumar, cheirar, lacrar, comer, berber e meter” ouvindo Pabllo Vittar e Anitta. Quem explora a foto não está nem aí com a criança, desde que ajude a propagar as ideias e a vencer a narrativa.