O PSDB está fazendo tudo direitinho para Eduardo Campos (ou Marina Silva) ser o desafiante de Dilma no segundo turno das eleições de outubro ou até mesmo dando um empurrãozinho para a vitória da petista já no primeiro turno.
Foi com espanto que vi ao final da tarde de quarta-feira que o PSDB levou mesmo a ideia absurda de representação contra a presidente da República, Dilma Rousseff, alegando a realização de propaganda eleitoral antecipada e pedindo a abertura de investigação judicial para apurar possível abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação social.
O PSDB é um partido que surgiu praticamente junto com o PT. Desde 1994, os dois partidos disputam as eleições presidenciais, PSDB governou o país por oito anos até perder para o próprio PT de Lula em 2002. Juntos, PSDB e PT governam o Brasil há 20 anos e esse quadro deve continuar por pelo menos mais oito anos.
É fato que o PSDB perdeu identidade com o PT no poder, os tucanos não se acertam quanto ao rumo a ser tomado para voltar à presidência e apelam para “judicialização” da política. Denunciando até se a presidente da República veste um vestido de cor vermelha (cor de seu partido) em um pronunciamento.
Quando até quem não vota com frequência no PSDB espera um novo discurso, o partido aparece com essas velhas práticas. Porque não consigo ver propaganda eleitoral nenhuma em um simples cartão de fim de ano para os servidores públicos e muito menos em um pronunciamento que não teve nada de impactante anunciado pela presidente.
E isso só serve para alimentar guerra dos militantes (alguns “militontos”) dos dois partidos nas redes sociais. O presidente nacional e pré-candidato ao Planalto, Aécio Neves, até tenta resgatar bandeiras ignoradas pelo próprio partido e incorporar novas bandeiras para a campanha, mas os tucanos continuam caindo na tentação do tudo ou nada, sendo uma oposição para rir sem parar, de dar inveja ao programa “Zorra Total” da Rede Globo e da “Praça é Nossa” do SBT. Não sou jurista, mas acredito que essa ação dos tucanos não tem fundamento e não deve ir pra frente.
Concordo com vc, falar q o pronunciamento de final de ano foi propaganda eleitoral não eh verdade. Da onde venho a gente chama de propaganda enganosa! O Brasil visto por quem não vai ao mercado e acredita no lero lero da equipe econômica do governo.