Articulações 2014

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O ano ainda está nos seus primeiros dias e a política nacional já ferve. Articulações em todos os partidos para as convenções partidárias que indicarão os candidatos e as respectivas alianças para a campanha eleitoral de 2014.

Situação

O clima é pesado entre PT e PMDB. A relação dos dois principais partidos da situação balança e pode separar os dois. O PMDB quer aumentar sua participação no governo, e quer que esse aumento se manifeste com mais cargos relevantes, só que o governo tem outros partidos para “agradar” na reforma ministerial. Como o PSD, de Gilberto Kassab; o PROS, do governador do Ceará Cid Gomes, que deixou o PSB para apoiar Dilma Rousseff; o PTB; e outros. E não tem cargos para todos. A não ser que o governo inche ainda mais a máquina pública criando novas pastas ministeriais, algo impensável em um momento que o governo procura economizar para a inflação não desgarrar da meta  e recuperar a confiança perdida de empresários, economistas e investidores, mundo afora.

Atrelado a isso, há a disputa em ebulição no Rio de Janeiro, onde o PT não abre mão de lançar o senador Lindbergh Farias como candidato ao governo. O partido já até decidiu deixar as secretarias e cargos que ocupa no governo Sergio Cabral, a partir do dia 28 de fevereiro, fazendo com que o próprio governador optasse por antecipar seu desligamento das atividades de liderança máxima do estado fluminense para dar mais visibilidade a seu candidato, bem como ter caminho livre para concorrer ao senado federal, como projetado. O PMDB condiciona o apoio do partido à reeleição de Dilma ao contraponto petista na situação do vice-governador Luiz Fernando Pezão, num claro caso de “quid pro quo”, além do já referido desejo de mais participação em Brasília.

Não é apenas no Rio, porém, que PT e PMDB têm dificuldades de encontrar um denominador comum. No Ceará, também existe racha, embora não diretamente entre estes dois partidos. Por lá, a direção do PT tenta manter a aliança vitoriosa que se sustenta desde 2006 com PMDB e o grupo político de Ciro e Cid Gomes. O senador Eunicio Oliveira (PMDB) não abre mão de ser candidato ao governo do Estado e garante que concorrerá com ou sem apoio petista. Inclusive, já admite disputar governo em aliança com Tasso Jereissati (PSDB), ex-governador e aposentado político que deve se candidatar ao senado a pedido de Aécio Neves, já que o presidenciável considera fundamental ter um palanque de destaque no Estado.

Oposição

Do outro lado também há muita indefinição. O PSDB ainda não fechou qualquer aliança oficialmente e parece não se incomodar, já que o Aécio diz aos quatro cantos que ainda é cedo para fechá-las. Na dobradinha PSB/REDE, há um racha claro entre os grupos de Eduardo Campos e Marina Silva. Campos quer que Marina seja sua vice, mas para isso ela quer que o PSB tenha candidato ao governo de São Paulo e não apoie a reeleição do governador Geraldo Alckmin, do PSDB.

Fora isso, se as pesquisas continuarem com Marina na frente de Aécio e bem à frente de Campos, o panorama pode mudar com Marina sendo lançada como a candidata do PSB, o que mudaria o cenário da corrida ao Planalto 2014. Só que Eduardo Campos não está disposto a abrir mão de seu lugar na disputa, e, dizem seus correligionários, a candidatura do presidente nacional do partido ao planalto é sem volta, ainda que os números do governador de Pernambuco não aumentem nas pesquisas.

Segundo alguns analistas políticos, o objetivo de Eduardo Campos não é ganhar já em 2014, mas consolidar seu nome nacionalmente para 2018.

No PSOL, Luciana Genro, do próprio partido, foi convidada para ser a vice na chapa que tem o senador pelo estado do Amapá, Randolfe Rodrigues, como candidato a presidência.

Como se vê, a política ferve, mas com muitas indefinições. Só a partir de março começarão a se definir os caminhos para a campanha que começa em julho. Até lá, muitas especulações e jogos políticos – ou chantagens políticas -, por cargos em governos atuais e futuros, ainda passarão por debaixo da ponte chamada Eleições 2014.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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