
Desculpa aos amigos liberais, mas discordo da crítica ao banco recém-criado dos BRICS – grupo dos países em desenvolvimento composto por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. A principal crítica é que o novo banco nada mais é do que uma continuação da política fiscal frouxa em um momento que os países apertam as finanças. A tal austeridade.
Não sou economista, mas vou tentar defender a ideia da criação do banco e, se meus argumentos forem frágeis demais, podem rebater eles com argumentos mais sólidos.
Não é que sou a favor da gastança, porém, não significa fechar todas as torneiras. Não é terminando de uma hora para outra com a política de consumo que a economia do mundo vai se recuperar, pelo contrário. Outra crítica é que o banco só está sendo criado porque os membros não têm influência no FMI – Fundo Monetário Internacional – e que o fundo cortou os “créditos fáceis”. Ora, juntamente por isso que a ideia de criar o banco é boa.
Chega desses países como Brasil e os outros membros dos BRICS irem ao FMI e se ajoelhar em troca de algumas migalhas. Chega do FMI ter o monopólio do dinheiro do mundo. Chega de o Dólar ser a única moeda oficial do mundo. Chega de monopólio na economia. O banco dos BRICS, bem administrado e sem desvios, pode ser o começo para derrubar o monopólio do FMI.
Aí que tá o dilema… “O banco dos BRICS, bem administrado e sem desvios, pode ser o começo para derrubar o monopólio do FMI”.