À senhora excelentíssima presidente Dilma

A senhora presidente escondeu a situação crítica das contas públicas do país para ganhar a eleição

Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, a presidente Dilma disse que ela sofre preconceito por ser uma mulher ocupando a presidência da República.

“Eu acredito que há um pouco de preconceito sexual. Sou descrita como uma mulher dura e forte que coloca o nariz em tudo, e eu estou [me dizem] cercada por homens muito bonitos”.

Não serei eu a negar o machismo nosso de cada dia. Mulheres são vítimas de violência todos os dias, uns casos mais graves que outros. O problema da fala de Dilma na entrevista é que não vejo fundamento nela. O último Datafolha deu 65% de reprovação popular aos primeiros meses de segundo mandato de Dilma, e só 10% aprovando. Afirmar que isso é por machismo é generalizar.

Dentro desses 65% que reprovam o governo até pode ter gente que não gosta da Dilma porque não quer ser governado por uma mulher, mas não acho que seja a maioria e é impossível que seja por isso. Seu governo é reprovado pela maioria absoluta dos brasileiros, presidente, porque seu primeiro mandato foi decepcionante e o segundo está sofrível, se arrastando, com inflação chegando perto a 10% ao ano, desemprego aumentando e conflitos institucionais dentro da própria base governista. No primeiro mandato a economia estava parada. Nesse, está andando para trás, inclusive os avanços sociais da última década.

A reprovação ao seu governo também é pelo estelionato eleitoral praticado pela senhora presidente da República durante a campanha de 2014, seguindo orientações do marqueteiro João Santana. “Estamos absolutamente certos de que é essencial colocar em prática todas as medidas necessárias, não importa quão duro eles são, para retomar as condições de crescimento” Muito diferente de uma fala da senhora no período eleitoral: “Quer fazer um baita ajuste, um baita superávit primário, aumentar os juros, reduzir empregos e salários. Eu sou contra isso. Eu tenho lado”.

A senhora presidente escondeu a situação crítica das contas públicas do país para ganhar a eleição. Se fosse sincera e falasse o que realmente estava acontecendo e feito o ajuste mais cedo, talvez a senhora ainda tivesse vencido o pleito e teria mais respaldo da população, o efeito do ajuste fiscal seria bem menos danoso para a economia, para a população, sobretudo os mais pobres, sua popularidade não estaria no “volume morto”.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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