Mais um episódio de atirador deixa os EUA e o mundo em choque. O ocorrido aconteceu na igreja de Charleston, na Carolina do Sul. A polícia prendeu o suspeito. Homem branco, loiro, de olhos azuis, 21 anos. Existe suspeita de crime de racismo. Nessas horas se comprova a imbecilidade de quem quer flexibilizar o Estatuto do Desarmamento.
Em 2005, eu era a favor do “não” (não podia votar ainda) no referendo das armas. Sou contra proibir a venda de armas de fogo sumariamente. Mas sou contra, também, de flexibilizar o Estatuto do Desarmamento. Não pode qualquer pessoa comprar uma arma de boa, sem fazer teste de manuseio e psicológico. Digo por mim, que sou esquentado, não gosto de arma de fogo.
O discurso de que a pessoa tem que ter a liberdade de ter uma arma para se defender é discurso de gente adepta da Lei de Talião. Ou político que recebe doação da indústria armamentista.
Mais arma é mais violência. Muitas mortes por discussões de bar foram evitadas com a retirada de várias armas de fogo das ruas. Esse discurso de “estão desarmando o cidadão de bem” é um discurso estúpido. Se defender com mais violência? Armar a população não resolve a situação dramática que vive o Brasil, de mais de 50 mil assassinatos por ano.
Pelo contrário, vai é aumentar essa estatística. Não sei como desatar esse nó que é a violência urbana e que está cada vez mais rural no Brasil, quase guerra civil, só sei que um dos caminhos é uma sociedade mais justa, com emprego, renda, educação de qualidade e uma polícia mais qualificada, que seja bem treinada e com salário justo.
Tira o “r” do Armar, essa sim seria a solução.