1 ano sem Eduardo Campos

Governador de Pernambuco saiu do governo bem avaliado e não conseguiu colocar seus planos e ideias para o país

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Um ano da “tragédia de Santos”, que vitimou o candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) e seus assessores. Na noite anterior Campos tinha sido o segundo presidenciável a ser sabatinado pelo Jornal Nacional da TV Globo e viajava para a cidade de Guarujá, onde se encontraria com o então candidato a vice-governador de São Paulo Marcio França (PSB). Marcio França esperava o jato que não chegava. Na manhã daquele dia 13/08, por volta das 11 horas da manhã, surgiu a notícia que um avião caiu em Santos. A angústia aumentava.

O avião com Eduardo Campos ficou desaparecido por algumas horas. Até que veio a notícia oficial de que o avião que caiu era de Campos e que não tinha sobreviventes. Foi um grande choque no Brasil todo. Eduardo Campos não era conhecido nacionalmente, seu teto foi de 11% de intenções de voto em maio de 2014.

Já em Pernambuco, a comoção foi grande.

Governador de Pernambuco reeleito com mais de 80% dos votos válidos quatro anos antes, Eduardo Campos saiu do governo bem avaliado pela população pernambucana e não conseguiu colocar seus planos e ideias para o país com sua companheira de chapa Marina Silva. Eduardo Campos deixou mulher e cinco filhos, entre eles um recém-nascido, o Miguel – nome do avô de Eduardo, Miguel Arraes.

A morte de Eduardo Campos mudou o rumo da campanha. Marina Silva saiu da vice para ser titular da chapa e chegou a empatar com Dilma Rousseff nas pesquisas vencendo a presidente na simulação de segundo turno entre as duas. Mas Marina caiu nas pesquisas na mesma velocidade que subiu e não foi para o segundo turno. E a dúvida que fica é até onde Eduardo Campos chegaria.

Campos deixou a base do governo Dilma em 2013 e passou a fazer oposição. Quando Marina teve seu registro do seu partido negado no TSE, ele abriu as portas do PSB para ela, o que ficou sendo o primeiro grande fato da eleição de 2014 naquele outubro de 2013. Eduardo Campos passou a fazer muitas críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff, mas preservando Lula, na qual foi ministro e nutria grande admiração ao ex-presidente. Eduardo dizia que entrou na campanha para ganhar, mas era fato que seu nome seria mais conhecido em 2018.

Suas últimas palavras em público foram na sabatina do JN: Não vamos desistir do Brasil. Virou slogan da campanha de Marina Silva.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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