
Reafirmo que o governo do presidente Michel Temer é uma boa “pinguela” para essa travessia difícil. Por mais complicado que seja um governo com membros do alto escalão mergulhados em escândalos de corrupção, inclusive o presidente, o menos traumático é deixar que Temer finalize o mandato iniciado em 2015 com Dilma, que com certeza é o mandato mais complicado da República.
Mesmo a troca de presidente sendo um processo traumático, faltando 2 anos é uma coisa. Trocar de presidente faltando só 1 ano para eleição, só irresponsáveis apoiam essa ideia. Depois de 8 trimestres de queda, o PIB tem 2 trimestres de crescimento; juros da Selic abaixo de 10%; inflação abaixo do centro da meta; desemprego caindo – é o último a sentir efeito de uma crise e o último a sair dela. E a recuperação da economia só não está mais acelerada pela crise política e os desdobramento da Lava Jato.
Por sinal, já está na hora de acabar investigações e começar a julgar o que já foi descoberto. Procuradores como Dallagnol e “lavajatistas” se revoltam com quem fala em fim da Lava Jato. Mas a operação não é para ser infinita. Uma hora é preciso colocar um ponto final.
Fazer uma segunda denúncia inepta, com frutos de uma delação de uma árvore envenenada, só vai retardar ainda mais a recuperação da economia que começa a sentir efeitos das medidas benéficas do governo do presidente Temer. E um aviso para os contra o establishment e os que apostam na política do quanto pior, melhor: seu candidato, caso vença a eleição, é que vai administrar o estrago que você ajudou a provocar.