
O Brasil é o país dos “espertos” (com aspas). Só que os espertos para si mesmo. A lei de incentivo à cultura, batizada de Rouanet, era uma ideia para desenvolver e deixar o Brasil com um pouco de cultura, mas os “espertos” (com aspas) não perdem uma chance de tirar uma casquinha do dinheiro público. No lugar liberar recursos para projetos de artistas desconhecidos que não têm chances de mostrar seu talento, a lei virou uma mamata para oportunistas graúdos, de gente que não precisa do dinheiro do povo para fazer shows, espetáculos, filmes, etc.
Artistas como Cláudia Leitte e, agora, o influenciador digital (!) Whindersson Nunes usufruindo do dinheiro que deveria ir para os cofres públicos que têm rombos sucessivos desde 2014 e contínuo até 2020, no mínimo. Fora irregularidades na concessão do incentivo fiscal ou quando menos duvidosos.
Segundo dados oficiais, 14 bilhões de renuncia fiscal desde a criação da lei, no governo Collor. Só de 2005 a 2015, mais de 11 bilhões. Uma iniciativa popular já conseguiu em poucas horas mais do que as 20 mil assinaturas necessárias para o Congresso Nacional discutir o fim da lei Rouanet. Chega dessa farra artística!
A Lei Rouanet virou um “Bolsa Família” hipertrofiado, um “bolsa empresário” para a classe artística, por isso muitos artistas com tanta paixão partidária. Se estamos passando realmente o Brasil a limpo, não só a política que deve ser limpada. É preciso uma nova mentalidade de como tratar a coisa pública, inclusive artistas de “fora fulano”, “fora sicrano” que muitos com “telhado de vidro”.
Na realidade, esta lei nem deveria ter existido, pois se for pra patrocinar a cultura brasileira divulgando a pedofilia, é melhor nem ter este tipo de lei.
Vide o caso Santander.