
Na sessão de quarta-feira (20) da Câmara dos Deputados, Cabo Daciolo subiu na tribuna e começou a falar mal de Pedro Bial, da Rede Globo, enalteceu o General Mourão, o Chefe do Exército, Comandante Villas Bôas. Não ficou nisso.
O deputado-cabo empolgou-se e aventurou-se em outros temas, como a nova denúncia contra o presidente Michel Temer, contra o homossexualismo, contra os alcoólatras e os adúlteros. Mas o ápice da diarreia mental do nobre deputado-cabo foi o final ao defender intervenção federal (acho que quis dizer militar), fechamento do Congresso e um governo provisório (provavelmente militar) para “acertar a nação brasileira”, com direito a oração no final do discurso.
Cabo Benevenuto Daciolo, como pode ser percebido no vídeo abaixo, é evangélico e foi eleito deputado federal em 2014 pelo PSOL. Em 2012, Daciolo liderou uma greve de policiais militares e bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, no então governo de Sergio Cabral. Daciolo foi até preso após o Jornal Nacional (daí a bronca dele com a Globo) divulgar conversas dele com Anthony Garotinho evidenciando o caráter político da greve.
Em 2015, o deputado foi expulso do PSOL quando apresentou a chamada ‘PEC dos Apóstolos’. Finalidade da PEC: pretendia mudar a frase na Constituição de “Todo o poder emana do povo” para “Todo o poder emana de Deus”. Filiou-se ao PTdoB, que recentemente mudou de nome para Avante.
Na sessão que selou a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, Daciolo fez a profecia do fim da Rede Globo. Para coroar seu mandato, Daciolo defendeu o fechamento do Congresso Nacional da tribuna do mesmo. Só na democracia na qual quer golpear para um deputado como Daciolo falar as barbaridades que proferiu na tribuna da Casa da representação popular.
Dizia Ulysses Guimarães: se acha esse Congresso ruim, aguarde o próximo. Data vênia Senhor Diretas e presidente da Constituinte de 1988, um Congresso (principalmente a Câmara) pior do que o atual é bem difícil. Pode ser igual. Se bem que não duvido de mais dada.