
Alguma coisa de estranho acontece com os conservadores brasileiros. Toda e qualquer ação do presidente americano Donald Trump a turma puxa a artilharia em defesa do chefe da nação mais poderosa do mundo. Passou da hora dessa turma maneirar ou vai cair no estereótipo que a imprensa tenta colar – Cavaleiros do Retrocesso. Não é possível referendar tudo que Trump apronta por lá. Torcer pela vitória dele por não gostar de Hillary Clinton é compreensível. Virar fã cego é complicado.
Nos acontecimentos de Charlottesville, Trump errou feio ao dizer que “os dois lados erraram” quando só tinha um bando de racistas protestando contra negros. Só que a turma daqui passou a acusar a imprensa americana e brasileira de “fake news” e ser contra tudo vindo de Trump. Sim, tem um pouco verdade nisso. O problema, contudo, é negar os erros – alguns graves – do presidente dos EUA.
Por exemplo, essa confusão dele com os esportes americanos. Trazendo para o Brasil seria como se o presidente Michel Temer pedisse a demissão de jogadores pelo motivo deles protestarem contra ele nos jogos do Campeonato Brasileiro. Impensável. Ingerência absurda por mais que acho mongoloide esses “Fora, Temer” por aí. Ainda mais se tratando da “terra da liberdade”, como os EUA.
Carência de ídolos. Cegueira ideológica. Nada justifica. Donald Trump está longe (bota longe nisso) de ser um Ronald Reagan ou um Winston Churchill.