
A popularidade do prefeito João Doria (PSDB) segue em queda, diz o Datafolha. Depois de um início de lua de mel com os paulistanos, Doria tomou um caminho que não agradou os eleitores que o colocaram no cargo ainda no primeiro turno na eleição de 2016.
Doria andou cometendo uns erros. Viagens pelo país e fora em demasia, brigas com correligionários, como a briga com Alberto Goldman, e aliados do governador Alckmin, como Campos Machado, pelo açodamento de postular candidatura presidencial mesmo negando tal propósito. Negando e ao mesmo tempo deixando a porta aberta para uma candidatura. E suas alfinetadas no ex-presidente Lula, tentando criar uma polarização com o petista.
Um dos erros mais recente foi o lançamento da farinata na merenda das escolas públicas de São Paulo sem um detalhamento e estudo da viabilidade da proposta. Pegou tão mal e críticas de todos os lados, que teve que voltar atrás.
Também teve as desconstruções da imprensa que não gosta muito da gestão Doria, das oposições ao prefeito – inclusive eleitorais – e “fogo-amigo” de dentro do PSDB.
Fernando Haddad (PT) foi um prefeito de guetos, de movimentos culturais e sociais. João Doria vinha fazendo uma boa gestão, mas se perdeu e está comprometendo sua popularidade.
A queda em sua popularidade mata de vez as pretensões presidenciais de Doria e afeta seu plano B, o governo estadual paulista.