
Walderice Santos da Conceição, Wal, é funcionária fantasma alojada no gabinete do deputado Jair Bolsonaro, ainda no PSC que já “namorou” o PEN – obrigando o partido a mudar para Patriota – e fechou uma parceria com Luciano Bivar para ser o candidato do PSL, sendo o pivô da debandada dos liberais do movimento Livres do partido.
Segundo apurou a Folha, Wal mudou várias vezes de cargo com salários que podem chegar a quase R$ 15 mil nos 15 anos que é funcionária no gabinete sem pisar o pé em Brasília. Mais: seu marido faz “bicos” na casa de veraneio de Bolsonaro em Mambucaba, que fica em Angra dos reis (RJ).
“Funcionário fantasma” pode ser um tiro fatal nas pretensões eleitorais de Jair Bolsonaro. Obviamente, a seita vai tentar desqualificar de todas as formas a matéria do jornal e quem ousar questionar o pré-candidato.
Todavia, a imagem de quase santidade que se formou em torno de Jair Bolsonaro, muito por não está envolvido nos megas escândalos de corrupção, já virou pó.
Quase 30 anos em um cargo público não aprovando um único projeto de grande repercussão (fora o voto impresso) com todas as benesses do cargo e se autoproclamando combatente da mentalidade esquerdista dominante, PT, Foro de SP, mas votando contra projetos que a esquerda abomina. Também as polêmicas que geraram processos contra ele, como no caso com a Maria do Rosário. O populismo e oportunismo de virar as costas para a política (o sistema) que o deixa sem tempo de TV e sem a obrigatoriedade de ser convidado para os debates eleitorais apostando sua futura campanha só na internet e seus seguidores que não aceitam que o “mito” seja criticado nem por quem se diz publicamente conservador.
Não sou liberal “puro” ou libertário, portanto não sou adepto ao Livres, mas admiro o movimento que tenta levantar a bandeira do liberalismo na política institucional. Sou bastante crítico do liberal que não gosta de se juntar com outro liberal mais ortodoxo e com os conservadores. A esquerda se une com mais facilidade, mesmo com fortes divergências de opiniões e dogmas – gera um preço a pagar outros partidos ficando à sombra de um partido hegemônico.
Mas a batida de posição do Livres, não aceitando ficar no mesmo partido que Bolsonaro e tudo que ele representa, foi um feito a ser lembrado por anos, décadas, séculos. Com absoluta certeza vai estar nos livros de história da política brasileira. E as últimas notícias referenda a posição acertada dos liberais.