Jonatan Diniz. Anote o nome desse filho da mãe para se lembrar e não cair nessas campanhas, principalmente de internet. Eu, ingenuamente, pensando em colaborar por achar absurdo a prisão pelo simples fato do cara angariar comida para famintos da ditadura da Venezuela, fui na onda desse babaca.
O Brasil se engajou e a tag #freeJonatan chegou aos trending topics mundial do Twitter. Pressão foi feita para o Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty – tomar atitudes até extremas contra essa agressão de Nicolas Maduro ao Brasil, de prender um brasileiro e demorar para prestar esclarecimentos.
Depois de tudo isso, de o regime deportar o brasileiro para Miami, o cara grava um vídeo dizendo que planejou ser preso como um plano para salvar crianças morrendo de fome, pedindo para só noticiar “notícias boas”, não chamar de ditadura a ditadura de Maduro, com um papo de energia positiva gera coisas positivas.
Jonatan Diniz não passa de mais um playboy brincando de justiceiro social em país estrangeiro e a raiva que estou desse cara, de ter sido enganado e participado deste circo, é incalculável. Ao menos serviu de aprendizado para não embarcar de primeira em qualquer história de “heroísmo” que aparecer. Agora, se depender de mim, ele ficará preso e o governo brasileiro não mexeria um dedo para resolver a situação. E, já que acha que o caos na Venezuela não é só culpa do governo, ele poderia morar lá ao invés dos EUA.