
No debate da Band, na quinta passada, Alvaro Dias (Podemos) bateu, até demais, na tecla anticorrupção, no lema de sua campanha “refundar a República” e falando que convidaria Sérgio Moro para chefiar o Ministério da Justiça. E o nome do candidato foi muito procurado nas buscas do Twitter e Google pela galhofa dos internautas comparando o candidato com personagem Coringa do filme Batman, mas também por curiosidade daquele que mais falou do tema corrupção.
Alvaro Dias pode aglutinar o voto do pessoal antissistema que é um contingente muito grande fruto dos escândalos de corrupção das últimas décadas e uma campanha fortíssima antipolítica de membros do Ministério Público. O candidato do Podemos tem justamente duas características que pesquisas qualitativas apontam: renovação com experiência.
Apesar de já na casa dos 70 anos de idade, já foi governador (Paraná – 1987-1990), de está em seu quarto mandato de senador e trocar de partido constantemente, Alvaro Dias nunca foi próximo do establishment político de Brasília. Ele já foi até expulso do PSDB por ter apoiado uma CPI para apurar denúncia de corrupção no governo de FHC.
Pesquisa Real Time Big Data realizada alguns dias depois do debate Band, Alvaro Dias aparece empatado com Fernando Haddad (PT), com 6% das intenções de voto, atrás de Ciro Gomes (PDT), 8%, Geraldo Alckmin (PSDB), 9%, Marina Silva (Rede), 11%. O líder é Jair Bolsonaro (PSL), com 21%. Com o nome de Lula, o ex-presidente lidera com 29%. Lula também lidera no quesito rejeição com 54%, seguido por Bolsonaro (51%). Alvaro Dias tem, segundo essa mesma pesquisa, a menor rejeição: 36%.
Tudo embolado e indefinido. Com poucos segundos no horário eleitoral vai explorar que não fez aliança com partidos por tempo de TV e vai prometer não lotear a administração pública, o que é um dos principais desejos da população no ovo governo.
Se falta um outsider na eleição depois que Luciano Huck e Joaquim Barbosa não tocaram para frente uma candidatura de fora do sistema, um inside pode representar a candidatura da Lava Jato, já que a de Bolsonaro não entusiasma muito procuradores pelo radicalismo em alguns temas sensíveis.