Os derrotados nas urnas investem em terceiro turno

O clima de terceiro turno é evidente no lado que não aceita a derrota eleitoral. É duro perder uma eleição após quatro triunfos seguidos e podem justificar que o outro lado também criou clima de terceiro turno na derrota de 2014, pedindo recontagem de votos e entrando com ações pela cassação da chapa eleita. Acabou desaguando no impeachment dois anos depois da eleição. O então candidato Aécio Neves deve se arrepender amargamente entre os arrependimentos de natureza ética. E o PSDB, por ter entrando nessa aventura nada democrática.

A imprensa, esquerda e os “defensores da democracia antifascista” que dizem não ter ideologia investem no terceiro turno e não aceitam o voto alheio tentando produzir escândalos na família do eleito, requentando a ditadura militar nas notícias, ridicularizando ministros por sua crença religiosa ou intelectual. A mágoa é tão grande que chegaram a criar um perfil para postagens de supostos eleitores de Jair Bolsonaro arrependidos. Só que uma verificada e logo se descobre que são eleitores do candidato derrotado se passando por eleitores do eleito.

Tudo por um candidato inscrito no meio da corrida eleitoral e na porta da Polícia Federal de Curitiba, porque o candidato original está preso e inelegível pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, com mais de 30 inquéritos e réu por corrupção. Pelo partido que mais tempo ficou no poder em períodos democráticos, que foi a esperança de milhões de brasileiros, de fato fez muita coisa pelo social, a economia cresceu com inflação controlada. Muito pelos ventos ventos favoráveis vindo de fora, especialmente da China. Mas que também promoveu um esquema gigantesco de corrupção institucionalizado para 1) perpetuação no poder; 2) para ter governabilidade; 3) benefícios pessoais via propina em contratos públicos milionários com empreiteiras. E arruinou a economia do país nos últimos anos de seus governos.

Não votei em Jair Bolsonaro no primeiro turno e não me arrependo de ter dado um voto de confiança nele no segundo. Até porque o governo nem começou de fato. Como vou me arrepender de uma coisa que nem existe ainda? Votei nele pela ideia que ele passou de um governo mais liberal na economia (cumpriu dando carta branca para o Paulo Guedes montar uma ótima equipe econômica), e sobretudo por um dos pilares da democracia: alternância de poder.

Votei por não querer a volta do PT depois dos “erros” morais, éticos e, principalmente, os econômicos que jogaram o Brasil na pior crise desde 1929, porque se o PT vencesse mais uma eleição presidencial, a sensação seria de absolvição pelo sufrágio popular mesmo que ilusório. Isso não significa, contudo, um cheque em branco e serei chapa branca com os possíveis erros do novo governo. Quem não aceita que a Justiça condene membros do partido após amplo direito de defesa e sentença amparada em provas desqualificando as instituições são os petistas e satélites.

A democracia se supõe que a maioria governe respeitando a minoria e a oposição fiscalizando com direito de se opor às medidas do governo. Tem gente queimando a largada.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

2 comentários em “Os derrotados nas urnas investem em terceiro turno”

  1. O comportamento dessa turma era inevitável. Eles subestimaram as forças em ação, trataram Bolsonaro como um pateta, e a então pequena base de apoio do mesmo (que incluía este internauta aqui), foi caricaturada como um bando de manés sem estratégias adequadas, que não sabiam o que estavam fazendo. Se o poste que substituiu Lula como candidato tivesse perdido para o tucano, o inconformismo seria incrivelmente menor.

    1. A ideia do PT/Lula era perder essa eleição para o PSDB, assim o partido continuaria na oposição recuperando a base perdida por causa do governo Dilma e os escândalos de corrupção. Com a vitória de Bolsonaro, eles estão perdidos como fazer oposição.

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