
Fernando Haddad está prestes de sofrer uma dura derrota nesta eleição. O professor foi ministro da Educação de 2005 a 2012, quando sai para ser candidato a prefeito de São Paulo.
Aproveitando a rejeição de Celso Russomanno e o desgaste de José Serra pela derrota na eleição presidencial para Dilma Rousseff, Haddad acabou virando prefeito. Deu azar no primeiro ano do mandato acontecer as jornadas de junho, sua popularidade que já não estava boa acabou desabando e nunca mais recuperou.
Haddad foi para a reeleição sabendo que seria difícil pela rejeição que tinha, o PT sofrendo impeachment e com a Lava Jato fustigando figuras do partido, inclusive Lula. Mas acabou superando Russomanno e Marta Suplicy. Só que insuficiente para levar a disputa para o segundo turno contra o neófito em disputa eleitoral o tucano João Doria. Haddad perdeu até para votos brancos e nulos.
Para a eleição presidencial de 2018, Haddad topou ser o teste de ferro de Lula. Aceitou ser vice para assumir a candidatura com o indeferimento do então ex-presidente que estava preso. Até que não fez feio. Entrando na disputa no meio da campanha, Haddad foi para o segundo turno catapultado pela força do lulismo contra Jair Bolsonaro, conseguindo mais de 47 milhões de votos. Mesmo perdendo cumpriu a missão de manter o partido vivo.
Com Lula reabilitando seus direitos políticos, Haddad tentou o governo do estado de São Paulo. Chegou a liderar as pesquisas na pré-campanha e no início da campanha, mas terminou atrás de Tarcísio de Freitas nas urnas. Mesmo assim Haddad conseguiu o melhor resultado de um candidato petista na disputa pelo estado paulista desde 2002 e ajudou Lula contra Bolsonaro.
Haddad virou ministro da economia e ficou conhecido como “taxad”. Não queria ser candidato nesta eleição, queria coordenar a campanha do presidente, mas foi convencido a ser candidato para ajudar Lula novamente. Sabendo que seria uma disputa perdida, o objetivo era repetir o segundo turno de 4 anos atrás. O problema é que sem um terceiro candidato competitivo, a missão ficou praticamente impossível.
Se desenha uma derrota que só não será pior que a de 2o16 porque Haddad estava no cargo, mas essa pode inviabilizá-lo como sucessor de Lula. Haddad paga o preço de ser subserviente ao seu líder. Por exemplo, fizeram de tudo para Marília Campos abandonar uma quase cadeira de senadora para uma candidatura ao governo de Minas. Bateu o pé e não teve argumento que a convencesse. Faltou a Haddad um pouco do brio que teve Marília. Coragem para dizer não e pensar mais nele. Na sua carreira política que Haddad nunca teve jeito com seu tom professoral.