O primeiro turno da eleição de 1989, a primeira para presidente desde 1960, contou com o recorde de 22 candidatos.
Resultado
- Fernando Collor de Mello (PRN) 20.611.030 (30,48%)
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 11.622.321 (17,19%)
- Leonel Brizola (PDT) 11.167.665 (16,51%)
- Mário Covas (PSDB) 7.790.381 (11,52%)
- Paulo Maluf (PDS) 5.986.585 (8,85%)
- Afif Domingos (PL) 3.272.520 (4,84%)
- Ulysses Guimarães (PMDB) 3.204.996 (4,74%)
- Roberto Freire (PCB) 769.117 (1,14%)
- Aureliano Chaves (PFL) 600.821 (0,89%)
- Ronaldo Caiado (PSD) 488.893 (0,72%)
- Affonso Camargo (PTB) 379.284 (0,56%)
- Enéas Carneiro (PRONA) 360.578 (0,53%)
- Marronzinho (PSP) 238.408 (0,35%)
- Paulo Gontijo (PP) 198.710 (0,29%)
- Zamir Teixeira (PCN) 187.164 (0,28%)
- Lívia Maria (PN) 179.925 (0,27%)
- Eudes Mattar (PLP) 162.343 (0,24%)
- Fernando Gabeira (PV) 125.844 (0,19%)
- Celso Brant (PMN) 109.903 (0,16%)
- Antônio Pedreira (PPB) 86.107 (0,13%)
- Manoel Horta (PDCdoB) 83.291 (0,12%)
- Armando Corrêa (PMB) 4.363 (0,00%)
Depois de recusar convite do PFL para ser o candidato do partido com a bênção do presidente José Sarney, o apresentador/empresário Silvio Santos resolveu de última hora disputar a eleição. O problema foi que os outros candidatos se sentiram prejudicados pela inesperada entrada na disputa do “Homem do Baú” e contestaram no TSE acusando o partido de Silvio, o PMB, de irregularidades.
Sem o apresentador/empresário, Collor e Lula foram para o segundo turno e protagonizaram uma campanha virulenta.
Collor usou no seu último programa eleitoral na TV a ex-mulher de Lula, Miriam Cordeiro, em um depoimento acusando o candidato petista de supostamente oferecer dinheiro para ela fazer um aborto e contando supostas ameaças que Lula fazia. Uma baixaria que marcou aquela eleição.
Também aconteceu a famosa edição manipulada do último debate entre Lula e Collor apresentada no Jornal Nacional, da TV Globo. Roberto Marinho pediu ao diretor de jornalismo Armando Nogueira que desse uma “ajustada” porque o debate estava muito pró-Lula. José Bonifácio, o Boni, chefão da Globo na época, confessou numa entrevista que a Globo deu uma melhorada na imagem de Collor, o fazendo ficar mais popular.
Collor venceu Lula e, após tomar posse, confiscar a poupança, brigar com quem o projetou nacionalmente, uma série de denúncias de corrupção no seu governo, uma CPI no Congresso, o motorista entregando o patrão, o próprio irmão delatando o presidente, renunciou antes do Senado julgar seu impeachment.

Relembre a eleição presidencial de 1989