Meu voto para presidente dia 4/10

Votei no João Amoêdo em 2018, que não fez feio na primeira eleição do Partido Novo, conseguindo 2,5 milhões de votos e ficando na frente de Marina Silva, do senador Álvaro Dias e do ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Sabia que Amoêdo não passaria para o segundo turno, mas votei por alinhamento de ideias (não em todas) e por não simpatizar com quem liderava que já era a atual polarização PT-Bolsonaro.

No segundo turno, votei em Jair Bolsonaro para derrotar o PT. Não queria a volta do partido ao governo federal por temer um revanchismo pelo impeachment da Dilma, a prisão e proibição da candidatura de Lula. Também pela tragédia econômica de 2015 e 2016.

Fiquei decepcionado com Bolsonaro tanto pelas suas falas na pandemia quanto pela cizânia institucional e o medo de uma ruptura democrática. Por isso, em 2022 votei no Lula achando que seu terceiro mandato fosse de união e reconstrução (slogan do governo nos primeiros dois anos), um governo de transição. Fui enganado. Lula governou para os seus e nem todos, só com o pessoal que ficou com ele nos momentos mais difíceis que passou.

Mas o pior é a parceria promíscua com ministros do STF que, assim como há 4 anos sentia medo de ruptura por Bolsonaro, hoje sinto o mesmo com um
possível novo mandato do atual presidente. Claro com métodos diferentes de rupturas. Com Bolsonaro, o medo era de um novo golpe militar ou policial/miliciano. Com Lula, o aparelhamento das instituições é o maior temor.

Já imaginou Lula indicando 4 novos ministros do nipe de Flavio Dino? Pois é, não quero imaginar nem passar por isso. Mesmo não gostando dele vou votar no Flavio Bolsonaro, já no primeiro turno. Assim como há 4 anos, o que está em jogo é algo maior.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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