
Desde quando saiu o resultado da disputa presidencial as redes sociais estão inundadas de incredulidade, medo, revolta, como se uma tragédia estivesse para acontecer. Apenas por um grupo político ter saído das urnas com vários eleitos para o parlamento, o candidato a presidente da República em primeiro, alguns candidatos e candidatas com opiniões polêmicas.
É um filme repetido. Presenciei o mesmo em 2018. São pessoas que vivem em bolhas e ficam perplexas quando se deparam com outras que não seguem seus costumes, não tem as mesmas opiniões, gostos.
Mas o pior é que além da perplexidade fazem terrorismo por medo de algo. É o fim da democracia. O fim do voto feminino. O fim das florestas, dos indígenas, da civilização.
Tudo sem base na realidade. O voto feminino, por exemplo, não tem como acabar. Não tem como proibir as mulheres de votar e serem votadas (aliás, tivemos aumento de mulheres eleitas para o parlamento com grandes votações, de direita e esquerda), nem obrigadas a usar burcas. O seu medo é fabricado e tem gente interessada para ganhos eleitorais.