Medo fabricado

Desde quando saiu o resultado da disputa presidencial as redes sociais estão inundadas de incredulidade, medo, revolta, como se uma tragédia estivesse para acontecer. Apenas por um grupo político ter saído das urnas com vários eleitos para o parlamento, o candidato a presidente da República em primeiro, alguns candidatos e candidatas com opiniões polêmicas.

É um filme repetido. Presenciei o mesmo em 2018. São pessoas que vivem em bolhas e ficam perplexas quando se deparam com outras que não seguem seus costumes, não tem as mesmas opiniões, gostos.

Mas o pior é que além da perplexidade fazem terrorismo por medo de algo. É o fim da democracia. O fim do voto feminino. O fim das florestas, dos indígenas, da civilização.

Tudo sem base na realidade. O voto feminino, por exemplo, não tem como acabar. Não tem como proibir as mulheres de votar e serem votadas (aliás, tivemos aumento de mulheres eleitas para o parlamento com grandes votações, de direita e esquerda), nem obrigadas a usar burcas. O seu medo é fabricado e tem gente interessada para ganhos eleitorais.

Eleições 2026: onda verde-amarela

Nas eleições 2026, o PL elegeu 5 (podendo chegar a 7) governadores, alcançando mais de um 1/3 no Senado e passando de 100 deputados federais eleitos. Para coroar, Flavio Bolsonaro saiu do primeiro turno na frente do presidente Lula (PT).

Flavio: 56.104.503 de votos (47,03%)
Lula: 53.879.538 de votos (45,16%)

Vantagem pequena, mas suficiente para confirmar a vitória no segundo turno. É só não perder votos que conquistou e trazer mais 3% dos candidatos da terceira via, brancos-nulos ou quem não votou. Para Lula, além de conquistar, precisa que o adversário não ganhe mais votos. E não aconteceu uma única virada nos segundos turnos desde 1989.

Outro partido que foi muito bem é o Republicanos. Fez nada menos os governadores de São Paulo e Minas Gerais, está no segundo turno no Espirito Santo com Lorenzo Pazolini, que quase fechou a disputa já no primeiro. Ou seja, o partido pode governar 3 dos 4 estados do sudeste mais Mato Grosso. Ainda disputa o segundo turno no Acre.

Veja os resultados pelos estados

Liberta-te, Terra da Luz

Acredito que a Terra da Luz, que tem esse nome por ter sido o primeiro estado brasileiro a libertar os negros escravos, vai se libertar de um grupo político que se desvirtuou e age como fosse o dono do Ceará.

A população vai dizer na urna a resposta para o abandono na segurança que proporcionou as facções criminosas ocupar territórios expulsando moradores de suas casas, o descaso na saúde, o mau planejamento, gastos mal alocados e mordomias, a corrupção.

Em 1986, os cearenses derrotaram os coronéis e aquela vitória proporcionou o estado experimentar conquistas até civilizatórias como erradicar a mortalidade infantil.

Tenho fé que os cearenses vão dar cartão vermelho para o poste apagado e para quem passou a se achar o dono do estado, um não ao camilismo que faz de tudo para não perder o poder, inclusive usando sua influência em Brasília para interferir na soberania do voto popular.

Lambança de Lula

Bets. Tema polêmico, espinhoso e controverso. Todo jogo de azar o nome já prova que é prejudicial para os usuários. Particularmente, não concordo com a proibição de bets, bingos, cassinos físicos e virtuais, jogo do bicho. Mas defendo regulamentação e fiscalização rigorosas, com a proibição de propagandas.

O que o presidente Lula fez por pura estratégia eleitoral é um desastre. Como o governo chama as empresas para operarem no país cobrando 30 milhões de taxa mais impostos decide de uma hora para outra proibir tudo sem devolver o dinheiro? A segurança jurídica que no Brasil é pequena, já era. E vai prejudicar o fiscal do governo que já não está as maravilhas.

Não vai resolver o endividamento e problemas psicológicos das pessoas empurrando para a informalidade. Pode ainda beneficiar o crime organizado jogando as empresas para a clandestinidade.

O assunto é muito sério para tratar como arma eleitoral e ouvindo artistas que se sentem prejudicados pelas bets.

Ciro e Elmano chegam “colados” na reta final

Nova pesquisa Datafolha coloca Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) em empate técnico. Ciro tem 44% (-3) e Elmano 43% (+3).

Ninguém achou que seria fácil derrotar um partido que está no poder há 12 anos, domina a máquina do estado que inclui centenas de comissionados, tem o apoio de quase todos os prefeitos do interior e da capital. Além do governo federal.

Ciro chegar a essa altura da eleição
faltando 9 dias para a votação à frente do atual do governador é quase um milagre e vontade de mudança por parte significativa da população cearense.

Agora é a reta final.