Um sonho que virou pesadelo

Um projeto megalomaníaco comprometeu o futuro do país

A tensão entre Arábia Saudita e Irã e a desvalorização do petróleo pelos sauditas trazem para o debate o quanto foi irresponsável a ilusão dos governos do Brasil com o pré-sal, a Copa e a Olimpíada.

Pré-sal: Um projeto megalomaníaco incentivado pelo governo federal e pelo governo do Rio de Janeiro. Agora os dois estão com dificuldade de fechar suas contas. Comprometeram o futuro do país por um negócio que nem existia e, tudo indica, não vai existir. E quem vai pagar essa conta é essa e a próxima geração. O governo do Rio de Janeiro não tem dinheiro nem para manter os hospitais estaduais. Precisou o Ministério da Saúde intervir e a prefeitura do Rio fazer empréstimos ao governo estadual para os hospitais não fecharem as portas e o atendimento básico à população não ficar comprometido.

Em 2007 e 2009, quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo 2014 e a Olimpíada 2016, os que alertavam para a gastança sem freio e corrupção eram tachados de “chatos” e “pessimistas”. Os “otimistas” lembravam de Barcelona 92 e o desenvolvimento da cidade graças aos jogos olímpicos, de Sydney 2000; enquanto os “pessimistas” lembravam de Atenas 2004 e o colapso grego alguns anos depois. Parece que os “pessimistas” estão levando essa.

Sempre fica para os “chatos” dos economistas ortodoxo-liberais a missão de alertar para o lado ruim de uma festa, a organização, principalmente em uma organização de Copa do Mundo e Olimpíada. A maioria da população ficou embriagada com essas conquistas e o governo brasileiro injetou mais “bebida” nela, com um otimismo e nacionalismo que lembrou o “Ame-o ou deixe-o” da ditadura militar.

A verdade é que a Copa, Olimpíada e pré-sal foram usados como marketing por governos que só pensaram e pensam no calendário eleitoral. O legado propagado pelos governantes que esses eventos deixariam para população não passou de mais um conto do vigário. E nós, brasileiros, caímos novamente.

Vai ter Copa, mas não como gostaríamos

Quando o Brasil foi anunciado em 2007 como o país-sede da Copa do Mundo de 2014 havia a promessa e a realidade. Promessas de um torneio custeado por recursos privados que se somariam a recursos oriundos de parcerias público-privadas e deixariam um imenso legado para as cidades-sede como melhorias nos aeroportos, no transporte urbano, na rede hoteleira e nas estruturas anexas aos novos estádios. Mesmo com um olhar desconfiado, era impossível que um fanático por futebol não se empolgasse com a ideia de um evento tão grandioso em seu território e ainda mais com os benefícios dos legados.

Infelizmente, a realidade não demorou a surgir no horizonte. Assim como o malfadado Pan-Americano do Rio de Janeiro, foi se tornando cada vez mais evidente que os verdadeiros legados seriam apenas as novas arenas construídas ou reformadas para a Copa. No entanto, a oportunidade inerente de se fomentar o futebol em estados como Amazonas, Mato Grosso e Distrito Federal não passou de um sonho. Com isso, salvo por esporádicas visitas de grandes equipes brasileiras, é muito provável que os estádios de Manaus, Cuiabá e Brasília se tornem pesados elefantes brancos.

Há, contudo, a necessidade de se distinguir o que de fato existe em relação aos gastos públicos envolvidos nesse processo e o que não passa de desinformação. Ao contrário do que se diz, os recursos financeiros investidos não vão “quebrar o País”. Há alguns dias, a Folha de São Paulo publicou uma matéria indicando que os investimentos na Copa (aproximadamente R$ 26 bilhões) equivalem a um mês de gastos com educação. Além disso, dentro desse montante encontram-se os valores referentes aos empréstimos do BNDES que deverão ser ressarcidos. Paralelamente, também haverá o retorno desses investimentos com a movimentação de inúmeros setores de nossa economia, onde estudos apontam cifras que giram entre 142 e 183 milhões de reais. Obviamente, apesar do otimismo nas projeções, é evidente que haverá retorno.

Mas a questão central não é essa. Ou melhor, não deveria ser essa. O Brasil teve em suas mãos a maior oportunidade de sua história para fazer algo extremamente relevante para sua infraestrutura e seu futebol. Em termos estruturais, começam a surgir informações mais concretas do que todos desconfiavam. Um relatório preliminar do Tribunal de Contas do Distrito Federal indicou um sobrepreço de R$ 431 milhões na reforma do Mané Garrincha, o estádio mais caro do Mundial. Porém, também por pressão política, tais investigações não foram para frente e ficaram apenas no âmbito do edital da obra.

No que tange o esporte, tivemos a chance de organizar um calendário mais racional, de traçar projetos que estimulassem o futebol nas regiões onde o esporte não é tão desenvolvido e ainda apresentar à população estádios adaptados aos novos tempos e demandas. De tudo isso, somente as arenas estão presentes. No entanto, sem a contrapartida de ações que reaproximassem o público dos campos, sobretudo da população menos favorecida, o objetivo final não foi alcançado. Numa declaração bastante infeliz, o coordenador técnico da Seleção, Carlos Alberto Parreira, definiu a CBF como o “Brasil que dá certo”. Depende do ponto de vista. No que diz respeito ao faturamento da entidade, sem dúvida é um sucesso. Para o futebol brasileiro ela continua dando errado. E há muito tempo.

Michel Costa, co-autor do livro ‘É Tetra! A conquista que ajudou a mudar o Brasil’

Eu quero a Copa, mas não desse jeito

Ao criticar a organização, não criticar o evento, porque assim podemos abrir mão de imensos ganhos culturais e econômicos futuros

Rodrigo Salvador

Quando eu me debruço sobre o assunto Copa do Mundo, penso em duas frentes: a Copa em si, e a organização do evento. Começo pelo primeiro. O futebol é apaixonante. E esta opinião não é uma exclusividade brasileira. Para falar só de países que são modelo de gestão, podemos olhar para Alemanha, com resultados de ponta no torneio e mais de 40 mil pessoas de média de público na sua liga nacional.

Outro exemplo são os Estados Unidos, país sem tradição no esporte, mas cuja população demonstrou mais interesse em assistir a estreia da sua seleção na Copa em 2010 do que nos jogos finais da NBA. Além disso, podemos ver a influência direta do esporte na política de vários países, do Barcelona como ícone do movimento pela independência catalã à torcida do Al Ahly sendo participante direta em manifestações pelo Egito. Ou seja, não faz qualquer sentido questionar a paixão do brasileiro pelo futebol, argumentando que tal paixão atrasa nossa sociedade. Não se compara a sua casa com a do vizinho que não se sabe sequer o nome. O futebol é elemento social e político sim, no Brasil e no mundo.

Não sendo o futebol um vilão, podemos olhar com outros olhos para o seu expoente, a Copa do Mundo. Não quero pensar na Copa da TV, mas na que roda o mundo. O evento, assim como outros eventos de dimensões mundiais como as Olimpíadas, é capaz de destruir fronteiras e colocar a humanidade em sintonia. Evidente que é possível que isso aconteça sem o evento, mas o estímulo que a Copa traz não pode ser ignorado. E, sendo um evento agregador, como não querer que ele aconteça ali, do outro lado da nossa rua? A Copa no nosso país é uma oportunidade de trocarmos de vizinhos sem sairmos de casa. E, se bem pensada, é uma oportunidade de aprender com pessoas que sabem coisas que a gente não sabe, e capitalizar com dinheiros de que não dispomos.

E é aqui que entra o engate entre as duas frentes que citei. É esta expressão que nos causa frisson: “se bem pensada”. Por tudo que foi dito, a Copa é um presente para o mundo todo, mas que tem um potencial incrível para virar um pesadelo para o país-sede.

Vamos pensar nos exemplos: a África do Sul recebeu a Copa de 2010 com festa. A Copa passou e resolveu poucos problemas do país. Em 2002, Japão e Coréia do Sul mostraram a eficácia que se espera do povo oriental, e sofreram pouco também porque – importante dizer – organizaram apenas meia Copa cada. Além destes, de 1990 pra cá, Itália, Estados Unidos, França e Alemanha foram sedes, sendo que todos tinham força econômica para tal. Ainda assim, a Itália passa hoje por uma crise econômica similar a de outras sedes recentes de Copa, Eurocopa e Olimpíadas, como por exemplo Espanha, Portugal e Grécia. Com isso, a escolha da sede é uma tarefa delicada. Para a Copa do Mundo, a FIFA escolheu seguidamente, e não à toa, 3 dos 5 países do BRICS. Por isso, é importante saber que o Brasil era sim um dos candidatos mais interessantes a sediar o evento. Ou isso, ou a Copa passaria sempre, e apenas, por Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.

O problema não foi a escolha do Brasil como sede. Foi o que o país fez com esta escolha. A organização da Copa no Brasil ser um desastre não nos causa surpresa, infelizmente. Já é quase um clichê citar Ronaldo quando diz que “Copa não se faz com hospitais”. Ouso dizer que ele tem razão na frase. Razão que se desfaz quando ignora que saúde não se faz com estádios. E aqui é preciso definir uma prioridade: Copa ou saúde? Eu imagino, num Brasil ideal, a verba da Copa sendo gasta sim com a Copa, mas o retorno deste investimento (que não é pouco) sendo aplicado de forma coerente, para o bem-estar do brasileiro.

Não lembro, também, de nenhuma previsão de gastos com estádios ter sido plenamente satisfeita. E tenho até medo de pensar de onde veio o dinheiro a mais que foi aplicado nas obras. Aqui em Curitiba, o dinheiro gasto na Arena da Baixada foi mais que o dobro do previsto, e as obras de mobilidade na cidade ou foram inchadas ou canceladas.

Concluo com isso que a discussão sobre a Copa deve ser responsável. Ao criticar a organização, não criticar o evento, porque assim podemos abrir mão de imensos ganhos culturais e econômicos futuros por conta de erros pontuais. Da mesma forma, ao defender o evento, não defender uma organização danosa e corrupta deste. Eu me entristeci demais com os acontecimentos dos últimos 5 anos. Mas nem por isso deixei de comprar cinco ingressos pra assistir a Copa em cinco cidades diferentes e vivenciar oportunidades que não vivenciaria em praticamente nenhuma outra situação.

Por fim, gosto de ter em mente que, em uma sentença, o termo “mas” desmente o que foi dito anteriormente, dando valor apenas ao que vem depois dele. Assim, o título deste texto poderia ser “Não desse jeito, mas eu quero a Copa”. Não, a organização não tem o mesmo peso do evento por si só. Tem mais. Ao menos, deveria ter.

Rodrigo Salvador é matemático industrial e coxa branca – torcedor do Coritiba/PR.

100 dias para Copa

100Faltam 100 dias para a Copa do Mundo do Brasil. Como não poderia deixar de ser, muitas notícias, posts e artigos nos jornais e portais na internet sobre o tema. Notícias que vão do otimismo do governo e dos organizadores do Mundial ao pessimismo dos mais críticos à realização da Copa no Brasil. Imprensa europeia criticando a organização e revelando a preocupação da FIFA com a “pior Copa do Mundo”.

O curioso é que no final de 2006, essa mesma FIFA não se preocupava com a falta de infraestrutura. Inclusive, a própria entidade aceitou um acordo entre CONMEBOL, CBF e Federação Colombiana que planejava disputar com o Brasil o direito de sediar o Mundial 2014. Assim, o Brasil foi candidato único e ganhou o direito de sediar a Copa.

A população saiu às ruas para comemorar naquele outubro de 2007. Sessenta e quatro anos depois de perder a final para o Uruguai, no Maracanã, a Copa voltava ao País.

Agora, a mesma população sai às ruas para bradar “Não vai ter Copa”, que não quer a Copa, como se fosse possível faltando 100 dias, e já gastos bilhões de dinheiro público em estádios e obras nas cidades-sede.

Por que não gritaram que não queriam a Copa há sete anos? Quando o Ricardo Teixeira convenceu o então presidente Lula de que essa seria a “Copa da iniciativa privada”. O que não seria possível o setor privado bancar a construção de estádios para uma Copa do Mundo sozinho, principalmente depois da crise econômica de 2008.

Esse pessoal do “Não vai ter Copa” perdeu foi o timing, não adianta mais. VAI TER COPA e, dentro das possibilidades, será uma grande Copa.

A imprensa internacional fala das grandes distâncias do Brasil. Claro, o Brasil é um país continental como os EUA e a Rússia, que é a próxima sede da Copa. Falar em “desde a Floresta Amazônica até a dominada pelo crime São Paulo” além de arrumar uma desculpa para futuras derrotas de suas seleções (mesmo que seja verdadeiro o cansaço pelas viagens e o clima quente, é choro de perdedor), beira um preconceito nojento e desinformação.

Há muitas críticas a serem direcionadas para organização da Copa. Se o País abriu muitas concessões à FIFA – e se assinou tem que cumprir (combinado não é caro) -, dos critérios para escolha das cidades-sede, se o Brasil não tinha prioridades antes de organizar uma Copa do Mundo, mas uma Copa do Mundo é um dos maiores eventos – pra mim o maior – do esporte mundial, que extrapola os limites do esporte, que gera empregos e muito dinheiro ao país que sedia por meio dos milhões de turistas.

Entre otimismo bobo de que vai ser a #CopadasCopas e o pessimismo de que vai ser uma Copa trágica (alguns apostando nisso para as eleições de outubro), prefiro curtir esse momento único de ter uma Copa no meu país sem fechar os olhos para os erros e absurdos na organização do torneio.

O alvo errado

Leonardo Dahi

O Brasil é o país em que nem o controverso é tão difícil de explicar quanto o óbvio. Nesses temos bicudos de manifestações e protestos por todo o país, o povo, cansado, escolheu um alvo para despejar sua raiva: a Copa do Mundo de 2014. Bradam contra os gastos absurdos lembrando dos problemas do país e caracterizam como “um absurdo” o país sediar um evento desses com as condições atuais, em especial com as dispensáveis exigências da FIFA.

É óbvio que escolher o Mundial de 2014 como alvo principal dos protestos é um erro enorme. Mas, como dito no começo, aqui, é mais difícil explicar o óbvio que o controverso.

A Copa não se faz com 12 estádios. Se faz com obras de infraestrutura, mobilidade urbana, maior estrutura hoteleira, de aeroportos, etc. Ou seja: após os 30 dias do torneio, o brasileiro, mesmo aquele que “não gosta de futebol e não quer a Copa”, pelo menos a princípio, teria sua vida melhorada por todas essas obras.

“Ah, mas quase nada foi feito, tudo ficou no papel”.

Concordo.

Agora me diga: que culpa a Copa do Mundo e a FIFA tem nisso? Se as obras não foram feitas, não foram feitas por culpa do poder público, não da Copa ou da FIFA. Aliás, quando você critica a FIFA por isso, os políticos, verdadeiros responsáveis, adoram. Isso sem falar nos turistas que virão para cá e que, maravilhados com nossas belezas naturais, voltarão e trarão mais gente depois da Copa.

“Tá bom. Mas as obras superfaturadas nos estádios, sendo que alguns nem serão usados depois do Mundial? Isso não vai melhorar a minha vida em nada”. Bom, não vai melhorar se você nunca foi a um estádio de futebol na vida. Ainda assim, é bom lembrar que se o Governo vai fazer um hospital e avalia a obra em R$ 1 milhão, mas acaba gastando cinco, também está errado. Superfaturamento nunca pode ser relevado por causa da importância da obra. Então, se houve superfaturamento no estádio, não é culpa da Copa, assim como, no caso do hospital, não seria culpa da enfermeira.

“Tá, e os estádios precisavam ter tantas frescuras? Com um assento do Maracanã, dava para fazer não sei quantos leitos de hospital!”.

Rá!

Amigos, quando o Ronaldo disse que “não se faz Copa do Mundo com hospitais”, ele estava certo (antes de me xingar, procura a entrevista – de 2011!!! – e veja o contexto em que ele disse isso). E sabe por que você não deve ficar irritado com isso? Porque você viu Copa do Mundo a vida inteira e sempre soube que os estádios, pelo menos desde 2002, precisam ter essas tais “frescuras”. “Ah, mas eu não queria a Copa aqui no Brasil”. Então deixa eu refrescar sua memória. O Brasil foi eleito como sede do Mundial em 2007, seis anos atrás. Sabe quantos países estavam na disputa? UM. Só o Brasil.

Logo, não havia dúvidas de que receberíamos um evento desse porte em 2014. Agora façamos uma soma: você sabe como funciona esse negócio de sediar Copa, sabe que é caro, sabe que o Brasil, país em que tudo termina em superfaturamento, vai ser a sede, não quer a Copa aqui. ENTÃO POR QUE DIABOS NÃO FOI PROTESTAR ANTES DO ANÚNCIO OFICIAL E NEM EM DIA ALGUM DESTES SEIS ANOS? Eu respondo. Porque você não era contra a Copa. Aliás, continua não sendo. Mas na falta de argumentos para protestar “contra tudo”, achou que esse seria um bom alvo.

E como já ouço muita gente bradando impropérios contra a FIFA, gostaria de lembrar que ela é uma entidade privada que não pediu para fazer Copa aqui. Como entidade privada, faz as exigências que quiser, cabendo ao Governo Brasileiro aceitar, ou não.

E eu nem vou comentar os pedidos absurdos de que a Copa não seja mais aqui porque isso é o cúmulo da burrice. Após todo o ônus que a Copa trouxe, abrir mão do bônus é imbecilidade, desculpa.

Festa no Cristo Redentor após o anúncio oficial de que a Copa de 2014 seria no Brasil (2007). O brasileiro sabia o que estava por vir.

Sem contar que o brasileiro tem uma mania engraçada de não olhar pro próprio umbigo quando vai reclamar de alguma coisa.

Quem me conhece sabe que eu gosto muito de Carnaval e, por isso, tento ter algum contato com Presidentes de escolas de samba e Carnavalescos nas redes sociais. E, olha, o que eu vi de Presidente reclamando dos gastos com a Copa, não foi brincadeira. MAS OPA PERAÍ UM POUQUINHO: e a verba que você recebe do Governo todo ano para botar o seu Carnaval na Avenida? Multiplica por 12 escolas no Grupo Especial, 17 no Acesso e quase 50 nos grupos inferiores, isso só no Rio de Janeiro. Não dá para fazer hospital com essa grana?

E o jovem do interior, que, inflamado faz discursos e mais discursos contra a Copa, mas é o primeiro a chegar quando algum cantor famoso vem fazer um show gratuito – e, logo, bancado pela Prefeitura – na cidade?

Então, amigos, se é para deixar de injetar dinheiro “onde não há necessidade”, que seja em todo lugar onde “não há necessidade” (lembrando sempre que o que não é necessário para você, pode ser importante para mim, e vice-versa), independente dos valores. No mais, torçamos e aproveitemos este momento único que acontece em nosso país. Copa das Confederações, do Mundo, Olimpíadas, isso tudo é muito legal e se torna um momento único quando acontece aqui do nosso lado. E, quem quiser ir as ruas, que vá protestar contra quem realmente merece.