Entrevista: Daniel Coelho

Daniel Coelho é uma jovem liderança política de Pernambuco. Surgiu no cenário político na eleição para prefeito de Recife, em 2012, conseguindo superar o candidato do PT e quase levando a eleição para o segundo turno contra o candidato Geraldo Júlio, apoiado pelo governador Eduardo Campos.

Com essa grande e surpreendente votação se candidatou a deputado federal na eleição de 2014, foi eleito com mais de 100 mil votos. Em Brasília, Daniel Coelho logo se tornou um aguerrido deputado de oposição ao governo Dilma Rosusseff e a favor de seu impeachment.

Seu idealismo entrou em rota de colisão com o seu partido, o PSDB, não aceitando fazer parte do governo do presidente Michel Temer, votando duas vezes a favor que o STF analisasse as denúncias da PGR contra Temer imediatamente. Além disse, Coelho era do grupo dos chamados “cabeças pretas”, mais liberal, com quem disputava as diretrizes do partido com o grupo dos “cabeças brancas”, da velha guarda.

Daniel Coelho já não se sentia mais confortável no PSDB não só pelo rumo que o partido tomava e a situação política e jurídica de Aécio Neves. A gota d’água para sua saída foi o desentendimento com a cúpula pernambucana do partido e filiou-se ao PPS, que pretende junto com vários movimentos mudar o nome e estatuto do partido em breve.

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O que você acha dessa história toda envolvendo PT, PSB e Marília Arraes?

PT e PSB são autoritários. Acho eles iguais. Fazem discurso fácil, irresponsável, não tem coerência. Pensam que podem manipular os fatos.

Quem mais errou PT ou Paulo Câmara em tentar interferir em outro partido com medo de não ser reeleito?

Eles são iguais. Sempre foram. São incoerência de quem só faz populismo.

O PPS apoia Geraldo Alckmin para presidente, você vai apoiar ou tem liberdade partidária se não quiser seguir o partido?

Para presidente ficarei independente no primeiro turno.

Nessa questão de aborto, você apoia a despenalização, deixa como está na lei ou radicalmente contra qualquer prática de aborto até os previstos em lei?

Aborto, manter lei atual.

Favorável revogar ou flexibilizar o estatuto do desarmamento?

Flexibilizar. Definir de forma mais objetiva porte e posse.

Nos 4 anos Câmara o que te deixou mais feliz e mais, vamos dizer, irritado?

Feliz: dia que aprovei o relatório que garantiu a continuidade do UBER e aplicativos no Brasil. Seriam mais de 1000 milhão de brasileiros que perderiam renda. Em país com 13 milhões de desempregados parecia algo desumano. Triste: quando o plenário não retirou Temer. Temos que mostrar a corrupção não tem partido. Votei para cassar Dilma, Cunha e Temer. Não achei certo tratá-lo diferente.

Qual o projeto ou ação de sua autoria te orgulha mais de ter realizado como deputado?

Tenho muito orgulho também da relatoria para que fosse feito o saque de FGTS inativo. Um roubo o governo segurar o dinheiro do trabalhador.

Quais seus planos para um novo mandato?

Ano que vem quero fazer a mudança do PPS. A mudança de nome e debate do estatuto estão em curso. Quero ver o Movimento 23 uma opção legal no campo partidário.