Eleição 2022: Frente Democrática

A eleição de 2022 teve o resultado mais apertado desde 1989, quando a população voltou a votar para presidente da República, superando o resultado de 2014. O presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva polarizaram a disputa já no primeiro turno. E avançaram para o duelo final que acabou com Lula vencendo com 50,9%.

Sem chance, a senadora Simone Tebet ainda conseguiu 4% dos votos e seu apoio a Lula no segundo turno ajudou o petista ser eleito pela terceira vez. Já Bolsonaro, entrou para história como primeiro presidente no cargo a não conseguir a reeleição.

Ciro Gomes disputou a presidência pela quarta vez amargando o seu pior resultado e rompeu definitivamente com o petismo, principalmente no Ceará.

Lula formou chapa com o seu ex-concorrente Geraldo Alckmin e conseguiu juntar pessoas historicamente refratárias ao petismo em uma frente ampla em nome da democracia contra o bolsonarismo.

Relembre a eleição 2022

Eleição 2018: Disruptiva

A eleição disruptiva que acabou com a polarização PT-PSDB e elegeu presidente da República um deputado do baixo clero com apenas 7 segundos de horário eleitoral na TV. Contou com a participação 13 candidatos.

Jair Bolsonaro foi conseguindo juntar uma legião de apoiadores pelo país por falas polêmicas que se transformaram em votos. Em uma quadra que teve impeachment de presidente, prisão de outro, a classe política na ruína pela Lava Jato, Bolsonaro se aproveitou do antipetismo em alta e vestiu a camisa do antissistema, mesmo com 3 décadas de mandatos como vereador e deputado federal.

O atentado que sofreu em Juiz de Fora-MG também acabou ajudando Bolsonaro, que ganhou visibilidade que não teria sem a facada de Adélio Bispo. Fora de combate não compareceu aos debates do segundo turno com o seu adversário Fernando Haddad, possibilitando fugir de armadilhas.

Relembre a eleição 2018

Ouça jingles dos candidatos

Eleição 2014: Reviravoltas

A eleição que lembrou 1989, a primeira para presidente após a redemocratização do país. A eleição polarizada novamente por PT e PSDB, com Dilma Rousseff e Aécio Neves.

Dilma começou a corrida presidencial com pouco mais de 30% de intenções de voto depois das manifestações populares de junho de 2013, se estabilizou em 40%. Aécio ficou ameaçado de não passar para o segundo turno, quando Marina Silva entrou no lugar de Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo.

Nas pesquisas, Marina chegou a empatar com Dilma no primeiro turno e abrir vantagem em simulação de segundo. Ameaçou a polarização entre petistas e tucanos. Mas acabou sucumbido nas desconstruções que sofreu, principalmente da campanha do PT, também nos seus próprios erros.

A eleição de 2014 foi a primeira com forte presença no digital, o início de uma nova era. Simultaneamente à campanha, aconteciam as primeiras fases da operação Lava Jato.

Eleição 2010: A vez da mulher

Um resumo sobre a eleição presidencial de 2010

Dilma Vana Rousseff, uma desconhecida que nunca tinha disputado uma eleição, Ministra de Minas e Energia e, após a queda de José Dirceu, Ministra-chefe da Casa Civil do governo do presidente Lula, conseguiu uma votação gigante no primeiro turno: 47.651.434 votos (46,91%). No entanto, não conseguiu vencer a disputa no primeiro escrutínio. O candidato adversário foi José Serra (PSDB), que obteve 33.132.283 votos (32,61%). Marina Silva, que também foi ministra (meio-ambiente) de Lula e saiu do governo e do PT (foi para o Partido Verde) por divergências com a própria Dilma, surpreendeu o Brasil ao conseguir uma votação grande: 19.636.359 votos (19,33%). Assim, Marina provocou o segundo turno entre Dilma e Serra.

Após os programas eleitorais e debates na TV, os brasileiros voltaram às urnas no dia 31 de outubro de 2010 para eleger o novo presidente ou a presidente da República. Mais uma vez, Dilma Rousseff saiu vitoriosa nas urnas, com 55.752.529 votos (56,06%) e se tornou a primeira mulher a ocupar o mais alto posto da República Federativa do Brasil. Serra conseguiu 43.711.388 votos (43,94%).

A campanha petista comandada pelo marqueteiro João Santana fez Dilma “virar” Lula aos olhos da população, principalmente o eleitor mais fiel ao PT – “Dilma é Lula, Lula é Dilma” e “Para o Brasil seguir mudando”. A economia brasileira vinha surfando a onda de um crescimento histórico após a crise de 2008, emprego e renda subindo fazendo a aprovação do presidente Lula atingir mais de 80% de aprovação popular.

Com quase unanimidade popular, Lula elegeria um “poste”. Era quase impossível a oposição vencer aquela eleição, que fez a campanha de Serra até fazer colar a candidatura da oposição no governo com o jingle que falava “Sai o Silva e entra o Zé”, mas não teve sucesso.

Relembre a eleição presidencial de 2010

Eleição 2006: Lula outra vez

Um resumo sobre a eleição presidencial de 2006

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu sua reeleição no primeiro turno de 2006; Lula conseguiu 46.662.335 de votos (48,61%), Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, foi o desafiante da oposição e conseguiu grande votação, quase 40 milhões de votos, mais precisamente 39.968.369 de votos (41,64%), forçando a realização do segundo turno.

No segundo turno, o marqueteiro João Santana usou números dos oito anos do governo FHC e dos quatro anos de Lula, além da Petrobras e o sentimento majoritário contra sua privatização, para uma comparação PT x PSDB e impulsionar a candidatura de Lula. E funcionou. Alckmin entrou para história como o candidato a presidente da República que teve mais votos no primeiro do que no segundo turno. No total, Lula foi reeleito com 58.295.042 milhões de votos (60,83%), contra 37.543.178 de Alckmin (39,17%).

2006 foi a primeira eleição do PSOL, um partido que nasceu de dissidentes do PT. Heloísa Helena, que foi expulsa do partido por votar contra propostas do governo, foi a candidata e conseguiu 6.575.393 votos (6,85%). Cristovam Buarque, outro ex-petista, foi candidato pelo PDT e conseguiu 2.538.844 votos (2,64%).

A eleição também foi marcada pelo escândalo dos “aloprados”, como Lula chamou os dois petistas que a Polícia Federal prendeu comprando dossiê falso contra o então candidato ao governo de São Paulo José Serra (PSDB). Na véspera do primeiro turno apareceu o suposto dinheiro que os dois pagariam pelo dossiê no total de R$ 1,7 milhão. Até hoje ninguém sabe quem foi o mandante dessa operação – Aloizio Mercadante, que disputava contra Serra, chegou a ser suspeito –, muito menos a origem do dinheiro.

Relembre a eleição presidencial de 2006