Augusto Nunes é covarde como jornalista e como ser-humano

Augusto Nunes é “paquita” da República de Curitiba

O jornalista Augusto Nunes perdeu qualquer respeito e credibilidade que tinha – se ainda tinha algum resquício – depois de agredir fisicamente o jornalista Glenn Greenwald, no programa “Pânico”.

Divergências ideológicas, de opinião e seus métodos de como fazer jornalismo não podem justificar qualquer tipo de agressão. Ainda mais física. “Me chamou de covarde”, mas Glenn apenas reagia ao modo que o pseudo-jornalista o ataca diariamente no canhão midiático que é a rádio Jovem Pan e também na revista Veja, até os filhos adotivos que o premiado jornalista americano tem com o deputado brasileiro David Miranda (PSOL-RJ) são usados em críticas que extrapolam o direito sagrado de expressão.

Também tenho minhas divergências com o Glenn, o que não me impede de achar que o The Intercept Brasil fez um excelente trabalho desmascarando quem passou por cima de leis para fazer “justiça” e/ou um projeto de poder. Aqui não importa se fez por viés ideológico, para beneficiar um grupo político, como publica as mensagens obtidas de autoridades mesmo sendo fruto de um crime (hackeamento), pois a função dele é reportar independente de como conseguiu a notícia desde que não tenha participado do crime.

No fundo a agressão do Augusto Nunes no Glenn foi menos por ter o chamado de covarde e mais pelas revelações que trouxe luz aos abusos que Sergio Moro, Deltan Dallagnol e cia cometeram nesses anos de operação Lava Jato. Augusto Nunes é “paquita” da República de Curitiba na imprensa. Diariamente atacando autoridades e qualquer pessoa com visões distintas das suas, inclusive e mais grave, as instituições com seu modo jacobino, Augusto Nunes se mostrou o que é: covarde como jornalista e como pessoa.