O último sábado foi marcado por protestos em várias cidades do país, promovidos pelo movimento “Não vai ter Copa”. Fiasco total. Mas este texto não é especificamente sobre tais protestos. A cidade com mais adesão foi São Paulo, e também a que teve mais cenas lamentáveis. Brigas entre manifestantes com a polícia, fusca pegando fogo com uma família dentro e até um baleado com dois tiros.
Pronto, no Twitter e nas demais redes sociais a polêmica tomou conta. Não digo debate porque o que menos há nessas discussões é debate. Salvas as – cada vez mais raras – exceções. Cada lado querendo impor sua “verdade” absoluta. De um lado, governistas chamando os Black Blocs de “direita fascista”. Do outro lado, a esquerda radical defendendo os mascarados.
E fica essa troca de acusações de lado a lado, girando em círculos. Quem, como eu, não simpatiza com a esquerda radical e muito menos com os governistas, fica no meio do fogo cruzado, correndo o risco de levar uma “bala perdida”. Mas não vou ficar em cima do muro. Sou contra os mascarados que tomaram as ruas do país nas manifestações de junho. Consequentemente, esvaziando essas manifestações que – queiram ou não – foram históricas. Todo tipo de manifestação é permitida em uma democracia consolidada ou em construção, mas manifestar-se colocando fogo nas ruas, quebrando bancos e tudo isso mascarado vai contra a ordem democrática.
Isso não é ser a favor da truculência da polícia, diga-se, principalmente da PM. É não querer que o país mergulhe numa guerra civil como a Síria está vivendo, ou como a eterna guerra entre Israel e Palestina. No mesmo dia dessas barbaridades, além do aniversário da cidade de São Paulo, há 30 anos acontecia o comício na Praça da Sé na campanha das Diretas Já!, de forma histórica e SEM REGISTRO DE VANDALISMO! Não existia Black Blocs, as 100, 200, 300 ou 500 mil pessoas naquela praça representavam, na época, a esperança de 130 milhões de brasileiros sedentos pelo fim de um regime que, já moribundo, teve seu último suspiro sufocado.
“Todo tipo de manifestação é permitida em uma democracia consolidada ou em construção, mas manifestar-se colocando fogo nas ruas, quebrando bancos e tudo isso mascarado vai contra a ordem democrática.” ——–> ordem democrática??????? isso foi um argumento?????
“Não existia Black Blocs, as 100, 200, 300 ou 500 mil pessoas naquela praça representavam, na época, a esperança de 130 milhões de brasileiros sedentos pelo fim de um regime que, já moribundo, teve seu último suspiro sufocado.” ———-> Não era Black Blocs, era MR-8 ou ALN, entre outros,…….muita gente morreu e se fudeu para que aquelas 100, 200, 300 ou 500 mil pessoas pudessem estar naquela praça……….não sou eu quem diz isso, é a história………
não é questão de ser revolucionário (até por que não sou), é de conhecimento, discernimento e análise das coisas………nestes três aspectos vc ficou devendo…….