Provocou alvoroço a declaração do candidato a presidente Pr. Everaldo Pereira (PSC) sobre privatizar a Petrobras se eleito. Privatização é sempre um tema polêmico. Mesmo quem é a favor fica com receio de defender. Serra e Alckmin, últimos candidatos do PSDB à presidência em 2002, 2006 e 2010, não defenderam em suas campanhas as privatizações do governo FHC. Aécio Neves esboçou defendê-las.
Pessoalmente, defendo que algumas empresas estatais passem para as mãos da iniciativa privada e que outras fiquem com o Estado. O caso mais emblemático é a Petrobras. Empresa que já é de capital aberto, mas que o Estado detém 51% das ações, ou seja, é sócio majoritário. E acredito que tem que ficar assim.
A Petrobras investe em vários projetos como novas plataformas, refinarias, no Pré-Sal, além de projetos sociais. Empresa pública tem que investir mesmo, não guardar dinheiro em cofre para ter lucro. Mas isso gera crítica dos acionistas minoritários, pois esses investimentos geram dívidas, uma vez que são projetos de longo prazo que afetam seus dividendos. E ainda tem a política de preços defasados para segurar a inflação, porém, aí é política de governo. Se certa ou errada, vai da opinião de cada um.
A Petrobras cuida de uma área muito importante que é a costa marítima brasileira. Uma área bastante extensa, em se tratando de Brasil. Não acho que seja interessante para a soberania do país entregar isso para a iniciativa privada. A Petrobras ajuda a defender os mares do Brasil. Alguns argumentarão que isso é dever da Marinha. Pode ser, porém o mar não pode ter um “dono”, o “dono” tem que ser a nação. Sobre corrupção e má-gestão, que se prenda quem cometeu crimes e demita quem for incompetente.
Contudo, defendo a privatização dos Correios e da Infraero. Não sou socialista e muito menos comunista. Mas não sou, também, um liberal que sai privatizando tudo. Equilíbrio, essa é a palavra.