Marina de olho em 2018

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A Rede Sustentabilidade divulgou um texto na tarde desta quinta-feira com 18 pontos para “Uma agenda democrática e sustentável para o país”.

Esse texto da Rede Sustentabilidade é o sinal mais forte pós-eleição e posse da presidente Dilma para o segundo mandato que a Rede Sustentabilidade será oposição ao governo, e Marina Silva pretende disputar mais uma eleição presidencial. Haviam dúvidas se Marina tentaria pela terceira vez chegar ao posto máximo da República. O primeiro objetivo da Rede Sustentabilidade é conseguir o registro no TSE. No texto, o partido abre a possibilidade de fazer parte de governos estaduais e do DF que ajudou a eleger na última eleição e ajudar os governos que apoiou no segundo turno, mas não como base destes.

Lula precisou de quatro eleições para finalmente chegar ao Planalto e as três derrotas – 1989, 1994 e 1998 – ajudaram muito na vitória de 2002. Certamente Marina aprendeu nas derrotas de 2010 e 2014, principalmente na última que chegou a liderar as pesquisas de intenções de voto. Agora, Marina disputaria a eleição no seu próprio partido – se conseguir o registro. Porém, ainda faltará uma estrutura partidária para fazer chegar à rua seu discurso. Apesar de ter concorrido pelo PSB, maior que o PV em 2010, sua candidatura não tinha a estrutura física de PT e PSDB, nem a militância dos dois partidos, e apenas 2 minutos no Rádio e na TV. Com o agravante que Marina estava preparada para disputar 2014 como vice-presidente na chapa de Eduardo Campos, até o fatídico acidente aéreo de 13 de agosto que matou Eduardo e toda sua equipe que o acompanhava.

Conseguindo o registro – deve conseguir – a Rede não vai ter direito ao tempo de Rádio/TV e ao fundo partidário de inicio mesmo com deputados e senadores eleitos se filiando ao partido pela lei que o governo conseguiu aprovar, em 2013, de olho justamente no futuro partido de Marina. Ainda há os dissidentes da própria Rede. Muitas dificuldades no caminho de Marina Silva para 2018, portanto.

Contudo, Marina aumentou seu cacife eleitoral de 19,5 milhões para 22 milhões de votos e continua sendo uma forte adversária ao PT, inclusive por ter sido do partido durante anos. Pode assustar novamente a polarização PT-PSDB aproveitando-se da fadiga do governo petista que vai para 16 anos no poder e o marasmo-incompetência da oposição, de não apresentar um projeto alternativo.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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