
Durante promulgação da emenda constitucional do fim da escala 6×1, o presidente Lula exibiu todo orgulhoso a Constituição de 1988. É o mote da sua campanha contra Flavio Bolsonaro, que acabaria com ela.
Além de falso, o candidato do PL propõe PECs (Proposta de Emenda à Constituição – como o fim da escala 6×1) para diminuir a idade penal, o fim da reeleição para presidente e uma reforma no judiciário. Passaram a chamar de golpismo um mecanismo constitucional e usado por todos os governos.
Mas o mais curioso é a defesa da Constituição de 88 que o PT (Lula era um dos constituintes) votou contra o documento final na assembleia constituinte. O partido só assinou porque já tinha sido aprovado e pegaria mal para a história não ter a sua assinatura.
PT também foi contra o Plano Real que estabilizou a economia e derrotou a hiperinflação; foi contra a lei de responsabilidade fiscal disciplinando o uso dos recursos públicos; era contra programas assistenciais como o Bolsa Escola que no governo petista virou o Bolsa Família. E não apoiou Tancredo Neves contra Paulo Maluf no colégio eleitoral.
Esse é o petismo: toma pra ele o que renegava pelo seu projeto de poder.
