
A primeira eleição para presidente desde 1960, pós-constituinte de 1988, que era vista como esperança para deixar no passado a ditadura militar, o governo Sarney e a hiperinflação, foi a eleição com mais candidatos (22) e de memoráveis debates com embates épicos entre Leonel Brizola, Paulo Maluf e Ronaldo Caiado; segundo turno entre Lula e Collor. O jovem Fernando Collor de Mello foi o vencedor com um discurso de renovação e moralizador em que foi chamado de “caçador de marajás”, servidores públicos privilegiados.
Pois bem, o mesmo Collor, hoje senador por Alagoas, réu por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras nos governos do PT, quem o mesmo derrotou naquele segundo turno de 1989, se lançou pré-candidato a presidente para as eleição de 2018, 29 anos depois de ser eleito para o mesmo cargo e 26 anos do seu afastamento.
Apesar de sofrer o impeachment na metade do mandato – renunciou antes do Senado concluir a votação e que continuou mesmo com a renúncia -, de confiscar a poupança, dos escândalos de corrupção em seu governo, Collor foi o presidente que iniciou a abertura da economia brasileira. Agora se coloca como alternativa de centro aos extremos Lula e Bolsonaro.
Collor candidato novamente e Lula líder nas pesquisas. Parece que o Brasil entrou no DeLorean e voltou a 1989.