O dilema de Bolsonaro

Entre os “farialimers” e a reeleição

A popularidade do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) continua subindo e a avaliação positiva já é numericamente maior. Pelo Datafolha, os que acham o governo ótimo/bom foi de 32% para 37%, a queda de ruim/péssimo foi mais acentuada: 44% para 34%. 27% consideram o governo regular e 1%, não sabe.

Apesar de ter na região a aprovação mais baixa, ainda, o presidente viu sua impopularidade despencar no Nordeste: 52% para 35%. Sua popularidade entre os nordestinos subiu 6 pontos atingindo 33%. A alta na avaliação popular coincide com a virada do presidente no trato com as instituições após a prisão de Fabrício Queiroz, principalmente com o Congresso, mas o auxílio emergencial é o principal motivo da elevação da popularidade.

O problema para manter esse crescimento na popularidade vai ser encontrar espaço fiscal para o Renda Brasil, impulsionar o MCMV e reativar várias obras paradas sem que tenha que furar o teto de gasto. O déficit fiscal vai terminar 2020 em 800 bilhões e o estado de calamidade que vai até 31/12 pode ser prorrogado. Vai depender quem vai ganhar a disputa dentro do governo. Se a ala mais austera ultraliberal de Paulo Guedes ou uma mais pragmática com apoio dos militares.

Bolsonaro foi eleito com o voto majoritário da classe média e dos ricos, está aos poucos migrando para o eleitorado mais pobre em um movimento muito parecido que Lula fez no primeiro mandato. A diferença é que Lula tinha a economia em crescimento, Bolsonaro tem uma crise econômica, sanitária e um buraco gigante nas contas públicas. O presidente se encontra entre continuar tendo o apoio do mercado e o projeto reeleição.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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