
Alexandre de Moraes levou o estilo xerife quando procurador para política nos governos do PSDB em São Paulo e governo Temer. Ganhou o apelido de Lex Luthor.
O estilo xerife ficou mais evidente ao chegar no STF e virar o relator do inquérito aberto de ofício por Dias Toffoli para a autodefesa dos ministros no auge do conflito com o bolsonarismo. É simbólico que a primeira medida tomada por Moraes nesse inquérito tenha sido a censura contra a revista Crusoé que trazia a reportagem “o amigo do amigo do meu pai”, em referência a Toffoli.
Encurralado pela estranha proximidade com o banqueiro encrencado Daniel Vorcaro, Moraes vai ao ataque de novo contra a imprensa. O alvo é um jornalista que publicou no seu blog uma denúncia que a família de Flavio Dino usa um veículo do TJMA de forma ilegal.
No lugar de buscar esclarecer a grave denúncia vai pra cima do jornalista em uma tentativa de intimidar a imprensa que joga luz na sua estranha relação com o banqueiro. E com o apoio do nosso querido PGR Paulo Gonet, que é o Flash em certos casos e na defesa dos penduricalhos do judiciário e do Ministério Público, mas para investigar possíveis crimes contra poderosos é uma tartaruga (quando não se omite ou os protege).
Moraes, que antes era odiado pela esquerda e passou a herói da democracia, na verdade tem tendência autoritária, com possibilidade de ser um corrupto.
Pesquisa Datafolha mostra que 43% da população não confia no STF e no judiciário, o índice mais alto desde 2012 quando passou a ser feito o levantamento. Esse grau de rejeição tem componente político, mas a colaboração dos senhores ministros não é pouca e a tendência é aumentar nas próximas pesquisas.