
A nova prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seus cúmplices está sendo votada no plenário virtual do STF. Dos 4 ministros a votar, 3 votaram no mesmo dia que a votação foi aberta pela manutenção da decisão do relator André Mendonça a favor da prisão.
Só o ministro Gilmar Mendes não votou e tem até sexta-feira para votar. A demora, dizem, é que ele está elaborando um voto minucioso e será muito duro contra vazamentos.
O “voto minucioso” do Gilmar além de críticas a vazamentos, o que já fez publicamente (é costume do ministro falar fora dos autos), tem como objetivo virar 1 dos votos a favor da prisão e propiciar a soltura do Vorcaro. Tirando ele da prisão, a possibilidade de uma delação premiada que apavora Brasília diminui muito. O outro objetivo é deixar pavimentado a futura anulação de todo processo.
Gilmar é o atual decano do STF. Foi indicado pelo presidente Fernando Henrique em 2002 e tem sua saída para 2030. Nesse tempo todo de tribunal Gilmar brigou com muitos colegas (Joaquim Barbosa, Lewandowski, Fux, Marco Aurélio, Barroso, esse último com brigas marcantes no plenário depois fizeram as pazes nos ataques bolsonaristas à corte)
A característica do ministro Gilmar (fora outras) é não se curvar à imprensa e para a opinião pública. O que seria positivo para um ministro do STF fica ruim por decisões e comportamento dele que vão na contramão da decência pública. A sua nova cruzada é contra CPIs, tomando decisões absurdas que inviabiliza qualquer CPI ou CPMI no futuro.
Gilmar tem muita influência em todas as instituições. A sua saída do STF será comemorada por grande parcela do país, menos nos escritórios de advocacia, principalmente os mais renomados que defendem políticos, banqueiros e empresários.