O preconceito contra Erika Hilton

A escolha de Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a comissão dos direitos das mulheres da Câmara dos Deputados provocou indignação e protestos do campo conservador. Se está dentro das regras da Câmara, segue o jogo. Ser contra por questão moral é preconceito.

O ápice dos protestos foi do apresentador/empresário/latifundiário Carlos Massa comentando a notícia em seu programa no SBT. Ratinho vociferou um monte de clichês, desinformação e preconceito contra a deputada.

A presidência da Comissão das Mulheres. A mulher trans. Eu não achei muito justo, não, com tanta mulher.

Por que vai dar pra uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela é trans. Não tem nada contra a trans.

Mas se tem outras mulheres, a mulher mesmo. Porque mulher pra ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até respeito todo mundo que… É a Comissão lá dos Direitos da Defesa dos Direitos da Mulher. Eu respeito todo mundo que tem comportamento diferente. Tá tudo certo. Pra mim tá tudo certo.

Agora, mulher, pra ser mulher, tem que ter útero.

Hilton acionou a PGR contra o apresentador pedindo a sua prisão por transfobia. Lembrando que homofobia e transfobia foram equiparados ao crime de racismo em 2019.

Se a pessoa nasceu com um sexo e ao se descobrir passou a se enxergar com o sexo oposto de livre e espontânea vontade, ninguém tem nada com isso. Pode não gostar, achar absurdo, mas é obrigado a respeitar e nunca incitar, principalmente quem tem algum tipo de poder estatal ou comunicacional, pessoas contra indivíduos por sua sexualidade.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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