
O “escola sem partido” é um movimento recente, uma iniciativa de pessoas cansadas de professores usarem salas de aulas para militar no lugar de ensinar os alunos. A ideia inicial era denunciar tal prática simbolicamente, sem efeito de polícia e muito menos fiscalizar todas as salas de aula de escolas e faculdades.
A escola é um lugar para ensinar e o que temos em grande escala há anos são professores militando em plena sala de aula. Contrários dizem que o “escola sem partido” além de patrulhar professores deseduca e escola é lugar de política, sim. Mas o “escola sem partido” não excluiria o debate político e ideológico nos centros de ensino. O problema não é ter política na escola, mas catequizar para determinada ideologia e assediar alunos e professores que não seguem a cartilha de esquerda.
Como tudo no Brasil é desvirtuado, o “escola sem partido” não foi diferente. Quem é contra a doutrinação nas escolas saiu batendo na porta das escolas como se fosse o “fiscal do professor”.
Quando tudo não passava de uma reação contra doutrinação nas escolas e universidades praticamente reescrevendo histórias era salutar e tinha meu apoio. Só que o pessoal da direita radical passou a perseguir professores “doutrinadores”, e transformou o “escola sem partido” em um projeto fascista.
Para evitar que professores militantes façam lavagem cerebral nos filhos os pais devem se engajar nas escolas, participar e opinar em reuniões de pais, participar da vida escolar dos seus filhos e questionar matérias escolares. Propor soluções e até trocar o filho de escola se achar que a instituição de ensino mais prejudica do que ajuda no seu desenvolvimento intelecto.
