Governadores SP

Veja cronologia das eleições para governador em São Paulo, o principal estado da federação. O mais populoso, mais industrializada, mais rico, o centro econômico do Brasil.

Em 1982, Franco Montoro venceu Reynaldo de Barros.

  • Montoro (PMDB) 5.209.952 (49,04%)
  • Reynaldo de Barros (PDS) 2.728.732 (25,68%)

Curiosidade: Foi a primeira eleição que o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva disputou.

Em 1986, o governador Montoro indicou o vice-governador Orestes Quércia (PMDB) para sucessão e ele venceu o empresário Antônio Ermírio de Moraes (PTB).

  • Quércia 5.578.795 (40,78%)
  • A. Ermírio 3.675.176 votos (26,86%)

Em 1990, Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB) disputou o segundo turno contra Paulo Maluf (PDS). Fleury, que teve menos votos do que Maluf no primeiro turno, contou com a ajuda do terceiro colocado Mário Covas, do recém-criado PSDB fundado por uma ala dissidente do PMDB.

  • Fleury 7.368.730 (51,77%)
  • Maluf: 6.865.157 (48.23%)

Em 1994, o tucano Mário Covas é eleito governador derrotando a surpresa que foi o ex-prefeito de Osasco, Francisco Rossi.

  • Mário Covas (PSDB) 8.661.960 (56,12%)
  • Francisco Rossi (PDT) 6.771.454 (43,88%)

Em 1998, Covas contou com a ajuda da terceira colocada Marta Suplicy (PT) no segundo turno para derrotar Paulo Maluf.

  • Covas (PSDB) 9.800.253 (55,37%)
  • Maluf (PPB) 7.990.598 (44,63%)

Em 2002, após a morte do governador, o vice-governador Geraldo Alckmin assumiu o governo e conseguiu a reeleição derrotando o candidato de Lula.

  • Alckmin (PSDB) 12.008.819 (58,64%)
  • José Genoino (PT) 8.470.863 (41,36%)

Em 2006, desbancado por Alckmin na disputa no partido para ser o candidato a presidente, José Serra teve que se contentar em disputar para governador e venceu com facilidade no primeiro turno.

  • Serra (PSDB) 12.381.038 (57,93%)
  • Aloizio Mercadante (PT) 6.771.582 (31,68%)

Em 2010, Geraldo Alckmin voltou triunfante vencendo no primeiro turno.

  • Alckmin (PSDB) 11.519.314 (50,63%)
  • Aloizio Mercadante (PT) 8.016.866 (35,23%)

Em 2014, mesmo após uma estiagem que provocou racionamento de água, Alckmin voltou a ser eleito no primeiro turno conquistando o quarto mandato de governador, sendo três como cabeça de chapa e duas vezes no primeiro turno.

  • Alckmin (PSDB) 12.230.807 (57,31%)
  • Paulo Skaf (PMDB) 4.594.708 (21,53%)

Em 2018, João Doria venceu Márcio França (PSB) e manteve o PSDB no comando de São Paulo com a ajuda do “BolsoDoria”.

  • Doria 10.990.350 (51,75%)
  • França 10.248.740 (48,25%)

Em 2022, o carioca Tarcísio de Freitas (Republicanos) venceu Fernando Haddad (PT). O ministro de Jair Bolsonaro recebeu a ordem do presidente para ser candidato no principal estado e acabou com o reinado dos tucanos.

  • Tarcísio 13.480.643 (55,27%)
  • Haddad 10.909.371 (44,73%)

Eleições no Ceará

Na redemocratização, os estados foram os primeiros a ter eleições diretas para governador, antes de ter para presidente. No Ceará, já aconteceram 11 eleições.

Em 1982, venceu Gonzaga Mota, do PDS, o partido substituto da Arena que foi o partido de sustenção política dos militares.

Em 1986, o PMDB venceu em quase todos os estados impulsionado pelo sucesso passageiro do Plano Cruzado do presidente José Sarney. O jovem empresário Tasso Jereissati surpreende ao derrotar o vice-governador Adauto Bezerra. Seu governo foi marcado por uma transformação econômica e social.

Em 1990, Tasso, que trocou o PMDB pelo recém criado PSDB, faz o seu sucessor, Ciro Gomes, que era o prefeito de Fortaleza. Ciro ampliou as transformações no estado chamando a atenção do presidente Itamar Franco, que o convidou para ser ministro da Fazenda na consolidação do Plano Real.

Tasso volta ao governo do estado em 1994 e é reeleito em 1998.

Em 2002, o PSDB mantém o poder no Ceará, mas Lúcio Alcântara quase é derrotado por José Airton (PT) – 0,08% de diferença – 3.047 votos. A campanha de Lúcio apelou até ao voto “LuLu” – Lúcio e Lula.

Em 2006, Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, derrota Lúcio já no primeiro turno. Tasso não queria que o governador fosse para a reeleição e não fez campanha para Lúcio. Inácio Arruda foi eleito senador na chapa com Cid e Lula.

Em 2010, Cid é reeleito. Mas aquela eleição ficou marcada pela derrota de Tasso para o Senado. O presidente Lula fez a chapa Eunicio Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) para justamente derrotar Tasso. Lula queria vingança contra alguns senadores que lideraram a derrubada da CPMF. Tasso sentiu o abandono de antigos aliados e se aposentou da política.

Em 2014, Cid lança Camilo Santana (PT) e vence no segundo turno Eunicio Oliveira (PMDB) apoiado por Tasso, que volta para política se elegendo senador com grande votação.

Em 2018, praticamente sem adversários, Camilo é reeleito com quase 80% dos votos no primeiro turno. Cid Gomes (PDT) foi eleito senador e a grande surpresa naquela eleição foi a segunda vaga para o Senado. Eduardo Girão (PROS) tirou a vaga do Eunicio (PMDB), que era presidente do Senado, por 0,16% de diferença – 11.993 votos.

Em 2022, PT e o grupo do Ciro Gomes romperam. PDT lançou o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, e não a governadora Izolda Cela, a vice que assumiu o governo com a renúncia de Camilo para disputar o Senado (eleito com quase 70% dos votos). Camilo e Lula lançaram Elmano de Freitas (PT) contra Roberto Claudio e foi eleito no primeito turno, Claudio terminou em terceiro atrás do Capitão Wagner (UNIÃO BRASIL). Ciro amargou um quarto lugar na eleição presidencial com apenas 3%, o seu pior resultado eleitoral. Anunciou aposentadoria da política, mas voltou ao PSDB e seu nome é quem ameaça a reeleição do governador Elmano.