Michelle e filhos do Bolsonaro: disputa por poder e liderança

Michelle tornou público a guerra pela liderança do campo da direita conservadora que acontecia no bastidor. A atual mulher de Jair Bolsonaro nunca se deu bem com os filhos dele, se aturam, mas a relação desandou de vez na disputa por poder dentro do PL.

Michelle não quer apoiar Ciro Gomes (PSDB) para o governo do Ceará não só por questão ideológica, mas porque a aliança local do PL com Ciro tirou da sua pupila a vaga de candidata ao Senado. E Michelle diz isso no vídeo sem esconder citando que desejava três das 17 vagas de candidatas do PL ao Senado – Carol de Toni, Bia Kicis e Priscila Costa.

É por Priscila a briga de Michelle com André Fernandes, que optou pelo pai Alcides para representar o partido na chapa da oposição em detrimento da Priscila. Michelle não gosta e não quer o apoio do PL ao Ciro, mas o principal motivo é André ter rifado a sua candidata.

Por poder e liderança, Michelle arrisca fulminar a chance de vitória do Flavio na eleição. Em uma eleição tão disputada, como vai ser novamente, cada voto faz diferença e ao dizer que o filho de Bolsonaro a destratou pode ter afastado votos preciosos dele.

Golpistas não passarão

O PL contestou milhares de urnas eletrônicas e pede a invalidação de milhões de votos. Entretanto, o partido não apresentou nenhuma prova de fraude ao TSE e o presidente da corte eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, mandou o PL fazer um aditamento para incluir o primeiro turno que teve as mesmas urnas questionadas.

O PL só questiou o resultado do segundo turno excluindo o fato do partido ter elegido a maior bancada da Câmara dos Deputados.

Eles sabem que não vai dar em nada e contam com isso para continuar esticando a corda com o Judiciário. Ação desse tipo também serve para alimentar os súditos do bolsonarismo.

O silêncio de Jair Bolsonaro é proposital. Enquanto ele some dos holofotes articula nos bastidores uma ruptura institucional. Ele finge que não tem nada com os bloqueios nas vias para não ser acusado de golpista e não ser responsabilizado pelo caos. Mas não passarão. Os golpistas não truinfarão.