
30 anos da quebra de um regime que deixou feridas profundas abertas até hoje, que deixou uma herança maldita na economia (hiperinflação), na educação e algum benefício em obras de infraestrutura como, por exemplo, a hidrelétrica de Itaipu.
Tancredo Neves venceu a disputa para presidência da República em 1985 por causa do racha no PDS – partido de sustentação do governo. O regime militar já estava moribundo devido à crise do petróleo. E o ego dos líderes do PDS foi um agravante para a base governista se esfacelar e parlamentares da situação votar na oposição. Isso foi o que pesou para vitória de Tancredo no colégio eleitoral.

Essa eleição na Câmara dos Deputados será o primeiro grande teste do neto de Tancredo, Aécio Neves, para 2018.
Mesmo Julio Delgado (PSB-MG) com pequena chance de vitória, Aécio mostrará força política mantendo apoio do PSDB a um candidato de “terceira via” e não se desgastando apoiando um candidato como Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Não vale a pena um desgaste frente a opinião pública apenas para derrotar o candidato do PT e do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Agradará apenas a parcela dos antipetistas, que é numerosa, de fato, mas minoritária e não vence uma eleição sozinha – 2014 foi a prova disso.
Aécio precisa provar não só que manteve como, depois de receber 51 milhões de votos no segundo turno da última eleição, se ampliou a liderança no PSDB para disputar à presidência novamente. Contudo, é preciso conter os desejos do governador Geraldo Alckmin (SP) e do Senador José Serra (SP) dentro do partido. A eleição na Câmara e no Senado é a chance de Aécio se firmar como grande líder da oposição.