Das notícias políticas dos últimos das é possível tirar uma certeza. Está mais do que comprovado que empresas não fazem doações milionárias porque acha político bonito e partidos com mesmas ideias ideológicas.
Uma das melhores decisão que o STF decidiu foi confirmar a proibição de doações empresariais em campanhas políticas. A minirreforma política de 2015, colocada em votação pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, resultou em uma campanha eleitoral de 2016 bem enxuta. Foi uma campanha menos marqueteira em décadas. Com tempo menor, limite de gasto, tempo menor no horário eleitoral de TV/rádio, as campanhas foram obrigadas a fazer mais com menos.
Mas capitaneada pelo atual presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM/RJ) e outros políticos, principalmente presidenciáveis, buscam desesperadamente reverter a decisão do STF e, assim, ser permitido empresas doarem para partidos e candidatos. Argumentam que campanha municipal é diferente de uma eleição nacional e o modelo usado em 2016 é insustentável. Insustentável e corrupto é o modelo usado até 2014, a Odebrecht está aí para provar.
É possível fazer uma campanha enxuta, limpa e organizada com doações de PF (pessoas físicas) e sem aumentar o já grande fundo (público) partidário. A internet pode e deve ser usada para captar recursos junto à militância, eleitores e simpatizantes do candidato. É só bolar uma boa ideia de arrecadação via crowdfunding.
A política passa por um processo de expurgo e moralização. Voltando com a doação empresarial será perpetuada uma prática incestuosa. O nascedouro da corrupção são as doações de empresas para políticos e partidos. E o TSE se fez todo sempre de surdo e mudo para dinheiro de propina em caixa 2 travestido de doação legal.