
MARCO BIANCHI
As regras da cobertura eleitoral são uma camisa-de-força que impede o fluxo de ideias e torna superficial o debate político. O direito à plena informação da sociedade fica prejudicado por amarras (i)legais na legislação que baliza a divulgação das eleições.
Em 2018, no âmbito estadual de SP, temos um palhaço que transforma a campanha em circo e chafurda na lama nacional.
Temos dois candidatos a governador que são, ao mesmo tempo, aliados e desleais ao padrinho comum. Um deles repete a palavra NOVO a todo instante e pega a cor laranja emprestada do “Joãozinho Amoada”.
O PT, como sempre, avacalha o jogo. Burla a cada propaganda as restrições impostas pelo TSE e dá um jeitinho de incluir o “Painho” nas peças fakes paridas pelo marqueteiro-sem-fronteiras. Deita e rola no País onde o crime compensa.
O “Cangaciro” toca duas campanhas paralelas: uma na tevê, sereno, simpático e sorridente. Outra no mundo real, de auto-difamação.
Marina é da Selva, não é de ninguém, não pode ser minha e nem sua também. Merece a presidência da Amazônia.
O Geraldo, que ao meu ver daria um caldo, mandou muita bala no Jair, mas demorou a refrescar a memória do Brasil quanto ao desastre dos 13 anos do 13. Calmo até demais, o “Chuchuzinho” deixou que o Capitão (mesmo aliado de Lula, Dilma e Cabral) ocupasse (na visão da população) o lugar de legítima oposição à “cleptocracia”.
O eleitorado e a “eleitorada” estão divididos entre dois extremismos populistas, ambos indispostos ao enfrentamento das Reformas que o Brasil exige. Rádio e tevê têm relevância decrescente no pleito. A democracia pede socorro e a culpa é sobretudo do demo.