
O presidente Jair Bolsonaro fez o terceiro pronunciamento em rede nacional de TV e rádio no mês de março. A expectativa era que anunciasse as medidas que o governo vem soltando para minimizar o estrago na economia brasileira das ações para combater a pandemia que assola o mundo. Mas o real objetivo era criar novo atrito institucional e foi assim na maioria dos 5 minutos de pronunciamento.
O presidente reforçou o embate com governadores (especialmente os do RJ e SP, Wilson Witzel e João Doria), culpou a imprensa pelo que julga ser histeria de uma gripezinha, espalhou desinformação iludindo incautos que uma suposta cura para o vírus da Covid-19 estaria perto e o tom de deboche incompatível com o momento e o cargo mais alto da República.
Com o pronunciamento desta terça, não resta mais dúvida que o atual presidente vive pela sua reeleição desde o primeiro dia de governo e não ponderará nada para alcançar seus objetivos. O texto e o tom do pronunciamento mostrou a face perversa do mandatário da nação, comemorando a provável baixa letalidade ao fim da pandemia, tirando sarro de uma doença que já matou milhares pelo mundo e quase 50 brasileiros, que ninguém sabe uma data para terminar e levou o cancelamento da Olimpíada de Tóquio, adiada para 2021 (fato que aconteceu apenas três vezes e todas por guerras mundiais).
Jair Bolsonaro é uma pessoa inculta, um presidente que não governa para todos e já comprovadamente despreparado, sem empatia com o próximo. Como colocado no texto anterior, o impeachment não é crível. Mas o país sobreviverá mais dois anos e nove meses?