Perigo da venezuelização

A demissão do ministro da Defesa, Gal. Fernando Azevedo e Silva, levou os três comandantes das Forças Armadas a pedir demissão em uma crise sem precedentes na redemocratização do país, a partir de 1985.

Segundo Thaís Oyama, no UOL, Bolsonaro quis a cabeça do General Pujol depois que ele se recusou a imitar o seu antecessor Villas Boas soltando uma nota criticando a decisão do ministro do STF Edson Fachin, que anulou as sentenças contra Lula e enviou os processos de Curitiba para Brasília limpando a ficha do ex-presidente.

Oyama ainda conta que um assessor palaciano diz que o estado de defesa não foi descartado e “Seria uma forma de restaurar a autoridade federal”, seja lá o que signifique “restaurar a autoridade federal”.

Bolsonaro segue a cartilha de Hugo Chávez, no qual ele já elogiou quando o venezuelano chegou ao poder naquele país. Politização nos quartéis e armando uma verdadeira milícia armada afrouxando o controle de armas de fogo.

A derrubada do comandante do Exército pode ser para Bolsonaro mostrar força e não necessariamente um passo para o golpe. Mas todo cuidado é pouco para o Brasil não ir pelo caminho da venezuelização que tanto acusaram o PT que levaria.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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