Próximo domingo, dia 27, a população de Fortaleza tem uma missão: não eleger Evandro Leitão (PT), o neopetista recém chegado, prefeito da capital do Ceará. E por quê? Fortaleza é o último reduto que falta para o partido fechar o domínio absoluto no estado.
O PT já tem o governo do estado e quase a totalidade das prefeituras do interior. Só falta Fortaleza para a hegemonia ser completa. Quem manda no PT/CE e na política cearense como um todo é o ministro da educação, senador licenciado e ex-governador Camilo Santana.
A capital já era administrada pela esquerda do PDT, ex-aliado do PT. Ao romper a aliança em 2022, o PT e o grupo de Ciro Gomes entraram em choque. O governo de Elmano de Freitas e a prefeitura comandada por José Sarto não se entenderam. Ficaram um jogando responsabilidades de várias áreas para o outro. Ciro Gomes, ex-aliado de Camilo, faz duras acusações ao governo de Elmano e ao Camilo, que é o avalizador e manda-chuva do grupo político que manda na política cearaense atualmente.
Ciro acusa Camilo de querer implantar uma ditadura no Ceará. No sentido clássico, não acho que cabe a palavra ditadura. Mas é fato que Camilo age atualmente como um coronel das antigas, sua palavra e decisões são como se fosse do Papa.
O estado ter a hegemonia de um partido que sufoca oposição não é democrático. É por isso que a vitória de André Fernandes (PL), que tem seus problemas e um passado não tão distante extremista, é fundamental para ter oposição não só figurativa.
O André é jovem, parece ter vontade de mostrar trabalho e tentar resolver ou minimizar os problemas de Fortaleza. Romper com 30 anos ou mais de domínio de uma classe política que entra e sai governo não resolve. Vamos dar uma chance a ele que foi o deputado estadual (2018) e federal (2022) mais votado no Ceará.
Fortalezenses, não permitam que a cultura do coronelismo ou neocoronelismo saia vencedora. Deixar o PT ser hegemônico no Ceará não é saudável para a democracia nem para o estado em questão de administração de políticas públicas.